Biodisponibilidade do ferro do jambu (Spilanthes oleracea L.): estudo em murinos

Revista Pan-Amazônica de Saúde (RPAS)

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ISSN: 2176-6223
Editor Chefe: Dóris A. S. Corrêa e Isabella M. A. Mateus
Início Publicação: 02/01/2010
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

Biodisponibilidade do ferro do jambu (Spilanthes oleracea L.): estudo em murinos

Ano: 2014 | Volume: 5 | Número: 1
Autores: Jaime Paiva Lopes Aguiar, Lucia Kiyoko Ozaki Yuyama, Francisca das Chagas do Amaral Souza, Artemisia Pessoa
Autor Correspondente: Jaime Paiva Lopes Aguiar | [email protected]

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente estudo avaliou a biodisponibilidade do íon ferro do jambu (Spilanthes oleracea L.), hortaliça típica da Região Amazônica. A amostra de jambu foi adquirida em feiras livres de Manaus, Estado do Amazonas, Brasil, transportada para o Laboratório de Alimentos e Nutrição do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), para realização das seguintes operações unitárias: seleção, higienização em água corrente e imersão em solução de hipoclorito de sódio a 400 ppm por 30 min. Em seguida, enxaguada em água corrente potável e seca em estufa com circulação de ar forçado a 60º C com peso constante para a determinação de umidade, pulverização, homogeneização e retirada de alíquota para as análises da composição centesimal, fibra alimentar e teor de ferro. O restante do material foi acondicionado em sacos plásticos para elaboração da ração. O estudo envolveu os períodos de: depleção, realizado com ratas durante a lactação, seguido de mais sete dias apenas com filhotes e de repleção. Foram utilizados, ainda, 24 ratos machos da linhagem Wistar (Rattus novergicus, variedade albinus, Rodentia: Mammalia), provenientes do biotério do INPA para o ensaio biológico. No período de repleção, as rações foram formuladas de acordo com as recomendações da AIN-93, contendo 35 mg de ferro/kg -1 de ração, sendo que para o grupo experimental, a fonte de ferro foi o jambu. A ração e a água foram oferecidos diariamente (ad libitum). Os resultados deste estudo demonstraram que o jambu apresenta uma concentração de ferro superior quando comparado a outros folhosos. Porém, não foi eficaz para a recuperação dos níveis de hemoglobina dos ratos, o que parece demonstrar à baixa biodisponibilidade férrica do jambu.

Resumo Inglês:

The present study evaluated the bioavailability of the iron ion from jambu (Spilanthes oleracea L.), typical herb of the Amazon Region. The sample of jambu was acquired in free markets of Manaus, Amazonas State, Brazil, transported to the Laboratory of Food and Nutrition of the Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) for carrying out the following unit operations: selection, rinsing under running water and immersion in sodium hypochlorite at 400 ppm for 30 min. Then rinsed in clean running water and dried in an oven with forced air circulation at 60° C to constant weight for the determination of moisture, spray, homogenization and withdrawal rate for proximate composition analysis, dietary fiber and iron content. The remaining material was packaged in plastic bags in order to prepare the ration. The study involved periods: depletion with female rats during lactation followed by seven more days, only with the cubs and repletion. Twenty four male Wistar rats (Rattus norvegicus Mammalia, albinus variety, Rodentia) line were usedfor the biological assay from the vivarium of INPA. In the repletion period, the diets were formulated according to the recommendations of the AIN-93 containing 35 mg iron/kg -1 diet, and for the experimental group, the iron source was jambu. Feed and water were offered daily (ad libitum). The results of this study demonstrated that jambu has a higher concentration of iron compared to other leafy. However, it was not effective for the recovery of hemoglobin levels of the rats, which demonstrates the low ferric bioavailability from jambu.

Resumo Espanhol:

El presente estudio evaluó la biodisponibilidad del ión hierro del jambú (Spilanthes oleracea L.), hortaliza típica de la Región Amazónica. La muestra de jambú se adquirió en las ferias libres de Manaus, Estado de Amazonas, Brasil, transportada al Laboratorio de Alimentos y Nutrición del Instituto Nacional de Investigaciones de la Amazonía (INPA), para realizar las siguientes operaciones unitarias: selección, higienización en agua corriente e inmersión en solución de hipoclorito de sodio a 400 ppm durante 30 minutos. Enseguida, enjuague en agua corriente potable y secado en invernadero con circulación de aire forzado a 60º C con peso constante para determinar la humedad, pulverización, homogeneización y retirada de alícuota para los análisis de la composición centesimal, fibra alimentar y proporción de hierro. El resto del material se condicionó en bolsas plásticas para elaborar la ración. El estudio involucró los períodos de: depleción, realizado con ratas durante la lactación, seguido de siete días solo con las crías, y repleción. Se usaron, además, 24 ratones machos del linaje Wistar (Rattus novergicus, variedad albinus, Rodentia: Mammalia), provenientes del bioterio del INPA para el ensayo biológico. En el período de repleción, las raciones fueron elaboradas de acuerdo a las recomendaciones de la AIN-93, conteniendo 35 mg de hierro/kg -1 de ración, siendo que para el grupo experimental, la fuente de hierro fue el jambú. La ración y el agua se ofrecieron diariamente (ad libitum). Los resultados de este estudio emostraron que el jambú presenta una concentración de hierro superior cuando comparado con otras hortalizas. Sin embargo, no fue eficaz para recuperar los niveles de hemoglobina de los ratones, lo que parece demostrar la baja biodisponibilidad férrica del jambú.