A VIOLÊNCIA NO LÓGOS: UMA PROVOCAÇÃO ÉTICA

Síntese

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Editor Chefe: João Augusto Anchieta Amazonas Mac Dowell
Início Publicação: 31/12/1973
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Filosofia

A VIOLÊNCIA NO LÓGOS: UMA PROVOCAÇÃO ÉTICA

Ano: 2017 | Volume: 44 | Número: 138
Autores: Priscila Maria Leite de Lima
Autor Correspondente: Suporte Periódicos | [email protected]

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A razão filosófica – lógos – é vista como apta a se opor à violência. Contudo, ao se refletir acerca dos horrores levados a efeito pela potência da razão, evidencia-se uma intrínseca relação entre lógos e violência, da qual resulta o mal gerador de dor e sofrimento. Atravessado pela violência, o lógos se mostra não apenas violento, mas também violado. Nosso percurso se inicia com a reflexão hegeliana acerca da “domesticação” do negativo, que finda por valorizá-lo no interior do movimento dialético. Em seguida o pensamento weiliano esclarece que o homem se forma a partir do progresso de sua constituição racional, relacionando a extinção da violência com o discurso absolutamente coerente. Por fim, a perspectiva derridariana leva à escolha ética da “economia da violência”, em que se deve optar por um mal menor no combate às formas mais destrutivas de violência, visando a paz possível. A violência é realidade própria da vida e dela inseparável, é expressão visiva da ambiguidade de todo ser.

Resumo Inglês:

The philosophical reason – logos – is seen as able to oppose violence. However, when reflecting on the horrors carried out by the potency of reason, it becomes clear an intrinsic relationship between logos and violence, from which results the generative evil of pain and suffering. Crossed by violence, logos shows itself not only violent but also violated. Our journey begins with Hegel’s reflection on the “domestication” of the negative, which ends valuing it inside the dialectical movement. Then Weil’s thought clarifies that man forms himself from the progress of his rational constitution, relating the extinction of violence with the absolutely coherent discourse. Finally, Derrida’s perspective leads to the ethical choice of the “economy of violence”, in which one must choose the lesser evil in tackling the most destructive forms of violence, seeking possible peace. Violence is the very reality of life and inseparable from it, it’s a visible expression of the ambiguity of all being.