Este trabalho teve como objetivo elencar alguns dos principais desafios encontrados pelos professores da rede básica de ensino para trabalhar de modo produtivo e adequado com as crianças em situação de inclusão, bem como apresentar algumas sugestões e alternativas para tentar superar estes desafios e estabelecer uma aprendizagem que alcance todos os alunos da sala. Nos dias atuais, promover na prática o ideal da educação para todos tem enfrentado algumas barreiras ao longo dos anos, gerando bastante insegurança e desconforto para as escolas, para as famílias e, principalmente para os alunos, entretanto, as crianças com deficiência física, mental, sensorial, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação estão sendo matriculadas em número cada vez maior nas escolas brasileiras. Essa realidade pode ser constatada ao se verificar que em 2024 as crianças em condição de inclusão matriculadas mais do que dobraram em relação a 2015, saltando de 930 mil para mais de 2 milhões de alunos. O número de estudantes atendidos pelo AEE, Atendimento Educacional Especializado, também teve aumento semelhante, passando de 312 mil para mais de 850 mil no mesmo período. Entretanto, apesar da inclusão escolar apresentar esse nível de aceitação e consolidação, as escolas ainda têm um grande caminho a percorrer, uma vez que, na prática, os professores encontram muitos obstáculos para serem superados em sala de aula, como: falta de uma formação inicial que capacite o docente para essa realidade, uma adaptação curricular que concilie o ritmo dos alunos com deficiência, espaços acessíveis e adequados, capacitismo discriminatório e a falta de recursos materiais básicos e de apoio especializado. Estes desafios estão presentes em todas as localidades brasileiras, e tendem a ser muito mais graves nas áreas mais carentes, prejudicando os alunos em situação de inclusão, e este artigo buscará discutir esses obstáculos e apresentar algumas sugestões e alternativas, a fim de que os professores possam contribuir para que a educação especial possa formar cidadãos autônomos, independentes e atuantes na sociedade brasileira.