Hits musicais clássicos e difusão no século XXI: o caso do cinema autoral contemporâneo

Lumina

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Telefone: (32) 2102-3601
ISSN: 19814070
Editor Chefe: Gabriela Borges Martins Caravela
Início Publicação: 31/05/2007
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Comunicação

Hits musicais clássicos e difusão no século XXI: o caso do cinema autoral contemporâneo

Ano: 2026 | Volume: 20 | Número: Não se aplica
Autores: Luíza Beatriz A. M. Alvim
Autor Correspondente: Luíza Beatriz A. M. Alvim | [email protected]

Palavras-chave: música clássica, música no cinema, cinema autoral, difusão, cinema contemporâneo.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O objetivo deste trabalho é analisar a recorrência de algumas obras do repertório de música clássica europeia – verdadeiros hits – dentro do cinema autoral no século XXI. Fazemos, inicialmente, um pequeno histórico dirigido à difusão específica desse repertório dentro de um panorama marcado pelo surgimento dos novos meios de comunicação nos séculos XX e XXI, tendo em vista a possibilidade de maior difusão com o rádio, cinema, discos e, depois, com a Internet, assim como a ocorrência de uma estandardização tanto na cultura de massas do século XX quanto na arregimentada pelos algoritmos do século XXI. Para a escolha das obras musicais analisadas, partimos de mapeamento do uso de repertório clássico em filmes selecionados para os festivais de Cannes, Veneza e Berlim nos anos 2010. A partir desses resultados, focamos o artigo principalmente no uso de música de Vivaldi – especialmente do “Presto” do Verão das Quatro Estações – e de dois compositores contemporâneos, Arvo Pärt e John Tavener. Em todos esses casos, há uma permeabilidade entre a presença no cinema autoral e em outras instâncias da vida cultural, como, por exemplo, o YouTub



Resumo Inglês:

This article aims to analyze the recurrence of some works from European classical repertoire – that can be considered true hits – in author cinema in the 21st century. Initially, we make a brief historic directed to the specific diffusion of this repertoire within a panorama after the emergence of new media in the 20th and 21st centuries. It is taken into account the greater possibility of the dissemination of classical music through radio, cinema, records and, later, the Internet, but also the standardization both in 20th-century mass culture and in the 21st-century culture regimented by algorithms. The analyzed musical works were taken from our mapping of the use of classical repertoire in films selected in Cannes, Venice and Berlin film festivals in the 2010s. Based on these results, the focus is on the use of music by Vivaldi – particularly the “Presto” from The Four Seasons’ Summer – and two contemporary composers, Arvo Pärt and John Tavener. In all these cases, there is great permeability between the presence of these musical works in author cinema and other instances of cultural life, such as YouTube.



Resumo Espanhol:

El objetivo de este trabajo es analizar la recurrencia de algunas obras del repertorio de la música clásica europea — verdaderos “hits” — en el cine de autor del siglo XXI. En primer lugar, presentamos un pequeño histórico centrado en la difusión específica de este repertorio dentro de un panorama marcado por el surgimiento de los nuevos medios de comunicación en los siglos XX y XXI, teniendo en cuenta la posibilidad de una mayor difusión a través de la radio, el cine, los discos y, posteriormente, Internet, así como la aparición de una estandarización tanto en la cultura de masas del siglo XX como en la regulada por los algoritmos del siglo XXI. Para la selección de las obras musicales analizadas, partimos de uma cartografía del uso del repertorio clásico en películas seleccionadas para los festivales de Cannes, Venecia y Berlín en la década de 2010. A partir de estos resultados, centramos el artículo principalmente en el uso de la música de Vivaldi — especialmente el “Presto” del Verano de Las Cuatro Estaciones — y de dos compositores contemporáneos, Arvo Pärt y John Tavener. En todos estos casos, existe una permeabilidad entre su presencia en el cine de autor y en otros ámbitos de la vida cultural, como, por ejemplo, en YouTube.