A IMPORTÂNCIA DO AUTOSSERVIÇO NA REFEIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Edição de Abril 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/04/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

A IMPORTÂNCIA DO AUTOSSERVIÇO NA REFEIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 4
Autores: ANA PAULA DA SILVA OLIVEIRA
Autor Correspondente: ANA PAULA DA SILVA OLIVEIRA | [email protected]

Palavras-chave: Autonomia Infantil; Educação Alimentar; Autosserviço; Educação Infantil; Desenvolvimento Integral.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo aborda a importância do autosserviço (self-service) como ferramenta pedagógica nas refeições da educação infantil, analisando seus benefícios para o desenvolvimento integral da criança. O autosserviço é um modelo de distribuição de alimentação em que as próprias crianças servem seus pratos, promovendo autonomia, autocuidado e consciência alimentar. Através de revisão de literatura e análise de experiências práticas de implementação em instituições educacionais, demonstra-se que o autosserviço favorece o desenvolvimento motor, a formação de hábitos alimentares saudáveis, a convivência social e o protagonismo infantil. Os resultados apontam que a prática pedagógica do autosserviço contribui para redução do desperdício de alimentos, melhoria na aceitação alimentar e fortalecimento da educação alimentar e nutricional na educação infantil. Conclui-se que a implementação do autosserviço deve estar inserida no Projeto Político-Pedagógico como resultado de um processo coletivo que envolva toda a comunidade escolar. A fundamentação teórica desta análise ancora-se na compreensão de que o espaço do refeitório é um laboratório de experiências sensoriais e cognitivas. Ao substituir a passividade do "prato feito" pela escolha ativa, a instituição de ensino rompe com modelos assistencialistas e assume uma postura alinhada às diretrizes educacionais contemporâneas, que preconizam o desenvolvimento de competências socioemocionais. Nesse contexto, o ato de servir-se exige da criança o exercício da autorregulação e do pensamento crítico, competências essenciais para que ela se reconheça como sujeito de direitos e desejos, fortalecendo sua identidade e sua relação com o mundo ao seu redor. Ademais, ressalta-se que a transição para o modelo de autosserviço demanda uma reestruturação que ultrapassa a logística física, exigindo uma formação continuada dos educadores e profissionais de nutrição. A mediação do adulto deixa de ser prescritiva para tornar-se orientadora, focada no incentivo à experimentação e no respeito aos ritmos individuais de desenvolvimento. Portanto, este estudo evidencia que, quando bem planejado, o autosserviço atua como um catalisador de mudanças estruturais na cultura escolar, transformando a alimentação escolar em um pilar estratégico para a promoção da saúde e da cidadania desde a primeiríssima infância.