Este trabalho analisa a construção do ideal feminino na Educação Batista durante a Primeira República (1901–1930) a partir das edições de O Jornal Batista, articulando os conceitos de discurso e poder de Foucault com a noção de representação de Chartier para examinar como o periódico funcionou como dispositivo pedagógico produtor de normas e modelos de comportamento feminino. A análise identifica quatro representações centrais — mãe, professora, esposa e jovem — em que o discurso do jornal simultaneamente valorizava e circunscrevia a mulher ao espaço doméstico e à subordinação religiosa, concluindo que O Jornal Batista moldou subjetividades femininas alinhadas ao projeto batista e contribuiu para a conformação dos papéis de gênero no Brasil republicano.