Esta resenha pretende discorrer sobre como (re)imaginar futuros e propor utopias possíveis produzindo formas estratégicas de comunicabilidade política a partir do uso das plataformas de redes social (PRS), espaços capturados e muito bem apropriados pela extrema-direita na contemporaneidade. Tomando a leitura de Políticas do Encanto (2024) de Paolo Demuru como marco de referência para tal apropriação, vislumbramos o contexto atual como simbólico e marcante para a emergência e adesão de uma extrema-direita que captura seus seguidores pelo fascínio e encanto ante argumentos racionais, pragmáticos e embasados cientificamente. A resenha busca, a partir de saídas propostas pelo semioticista, delinear formas de como atuar politicamente pela sensibilização, pelo fascínio e mesmo pela estesia a partir de experiências que não se deixem levar, contudo, pela imoralidade, mentira, derrisão e pelo ódio, características comuns nos usos e apropriações realizados pela extrema-direita nas ambiências plataformizadas por todo o mundo. Para "quebrar o feitiço”, o autor propõe três pilares que se distanciam de perspectivas verborrágicas ou excessivamente racionais: sensibilizar, imaginar e reencantar – todas elas fincadas em efeitos práticos na vida cotidiana plataformizada.
This review aims to discuss how to (re)imagine futures and propose possible utopias by producing strategic forms of political communicability through the use of social media platforms (SMPs), spaces that have been captured and appropriated by the far right in contemporary times. Taking Paolo Demuru's Políticas do Encanto (Politics of Enchantment, 2024) as a reference point for such appropriation, we view the current context as symbolic and significant for the emergence and adherence of a far right that captures its followers through fascination and enchantment rather than rational, pragmatic, and scientifically based arguments. Based on solutions proposed by the semiotician, this review seeks to outline ways of acting politically through awareness, fascination, and even aesthetics, based on experiences that are not, however, carried away by immorality, lies, derision, and hatred, characteristics common in the uses and appropriations made by the far right in platform-based environments around the world. To “break the spell,” the author proposes three pillars that distance themselves from verbose or overly rational perspectives: raising awareness, imagining, and re-enchanting — all of which are rooted in practical effects in everyday platformized life.
Esta revisión tiene como objetivo analizar cómo (re)imaginar futuros y proponer posibles utopías mediante la producción de formas estratégicas de comunicación política a través del uso de plataformas de redes sociales (PRS), espacios capturados y muy bien apropiados por la ultraderecha en la actualidad. Tomando como referencia Políticas do Encanto (Politicas del Encantamiento, 2024), concebimos el contexto actual como simbólico y significativo para el surgimiento y la adhesión de una ultraderecha que cautiva a sus seguidores mediante la fascinación y el encantamiento con argumentos racionales, pragmáticos y con base científica. A partir de las soluciones propuestas por el semiólogo, la revisión busca delinear formas de actuar políticamente a través de la sensibilización, la fascinación e incluso la estética, basadas en experiencias que, sin embargo, no sucumban a la inmoralidad, la mentira, la burla y el odio, características comunes en los usos y apropiaciones que la ultraderecha lleva a cabo en entornos de plataformas digitales en todo el mundo. Para "romper el hechizo", el autor propone tres pilares que se distancian de las perspectivas verbosas o excesivamente racionales: sensibilizar, imaginar y volver a encantar, todos ellos arraigados en efectos prácticos en la vida cotidiana.