O presente artigo discute os fatores históricos, sociais, econômicos e educacionais que contribuem para a não progressão escolar de crianças negras ao longo da vida acadêmica, refletindo diretamente em suas trajetórias na vida adulta. Parte-se da compreensão de que o racismo estrutural, herdado do período escravocrata e perpetuado nas instituições sociais, influencia profundamente as oportunidades educacionais oferecidas à população negra. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica de autores que discutem relações raciais, desigualdades educacionais e políticas públicas no Brasil. São analisados elementos como a ausência de representatividade no currículo escolar, a evasão escolar precoce, a desigualdade socioeconômica, o preconceito racial no ambiente escolar e a fragilidade de políticas públicas efetivas de permanência. Conclui-se que o baixo avanço educacional de crianças negras não é resultado de incapacidade individual, mas de um sistema excludente que reproduz desigualdades históricas. O artigo reforça a importância de práticas pedagógicas antirracistas e de políticas educacionais comprometidas com a equidade racial.