Este estudo investigou a percepção e as práticas de ética ambiental de professores do Ensino Fundamental no litoral sul paulista. Através de uma abordagem quali-quantitativa com 21 docentes, diagnosticou-se uma lacuna entre a teoria e a prática pedagógica. Embora 85,7% dos participantes demonstrem uma concepção biocêntrica/ecocêntrica alinhada a Leopold e Jonas, a abordagem ética em sala de aula é significativamente inferior à discussão de temas ambientais gerais. Os resultados indicam que ações de Educação Ambiental (EA) ainda são pontuais, limitadas por deficiências na formação continuada e escassez de recursos. Conclui-se pela urgência de propostas didáticas que articulem a consciência ética à prática crítica e transformadora, aproveitando a alta confiança dos docentes (média 4,4) no potencial de mudança comportamental dos alunos.