O objetivo é examinar o esvaziamento das discussões sobre direitos civis e trabalhistas LGBT no Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SINTUFRJ). O argumento central aponta que o SINTUFRJ assumiu papel primordial na mobilização contra a precarização do trabalho dos técnico-administrativos em educação (TAEs) na UFRJ e nas demais universidades federais no Brasil. Entretanto, o engajamento do SINTUFRJ na transformação dos TAEs em sujeitos políticos e sociais não pressupôs a eliminação de padrões heteronormativos no estabelecimento de objetivos, estratégias e mecanismos de reivindicação sindicais, de forma a se enfraquecer a atuação do grupo de trabalho LGBT do SINTUFRJ e se reduzir o peso das temáticas LGBT nas propostas do sindicato.