A prostituição apresenta-se, a partir dos estudos feministas, sob quatro abordagens, perfazendo a exposição da diversidade de posicionamentos, são elas: a abolicionista, a regulamentarista, a proibicionista e a trabalhista/laboral. Com isso, o objetivo desta pesquisa centra-se em discutir a prostituição como um trabalho gerador ou não de satisfação, levando-se em consideração a relação entre exploração/liberdade sexual a partir de leituras feministas e da obra cinematográfica Bruna Surfistinha. Tendo em vista os aspectos subjetivos dessas mulheres e sua influência no exercício laboral desta profissão. Sendo assim, metodologicamente, este estudo apresenta-se como bibliográfico, tal como a utilização de fragmentos da obra cinematográfica Bruna Surfistinha, com intuito de ilustrar, a partir de uma experiência da protagonista, materializando a experiência da prostituição. Para tanto, conclui-se que há possibilidades de existências das duas perspectivas, em momentos distintos na vida dessas mulheres, mas também foi perceptível, diante das pesquisas realizadas, a necessidade de personificação das experiências em estudos posteriores, priorizando o lugar de fala.