Este artigo busca problematizar afetações da religião em uma pesquisa sobre a temática das masculinidades. Para isso, são mobilizadas as teorizações da desconstrução, différance, performatividade e interseccionalidade, em textos de autoria de Jacques Derrida, Judith Butler, Sirma Bilge, entre outros, assim como a produção de narrativas com os sujeitos pela noção dialógica de narrativa de Leonor Arfuch. Entre os resultados, os jovens participantes apontaram as disputas que ocorrem no interior das igrejas evangélicas pela tentativa de controle e regulação de masculinidades não heterossexuais em seus espaços. Os discursos da religião, significaram-se pela tentativa de estabilização de um modo específico de ser homem na sociedade, isto é, na vivência demarcada da masculinidade heterossexual como norma do projeto instituído pelas igrejas.