A partir pesquisa ocorrida em uma localidade de pequeno porte no interior do Ceará, pensamos noções de diferença, interseccionalidade, sociabilidades e espacialidades ali vivenciadas. As cenas etnográficas apresentadas centram-se em ambientes tais como instaurados pela música funk que reverbera das caixas de som acopladas a automóveis nos finais de semana. Nesses cenários, arranjos erótico-sexuais não heterossexuais, circulaçao de corpos marginalizados e do ritmo atrelado a ambientes urbanos deslocam compreensões de identificação, pertença e liberdade. Música, drogas recreativas e arranjos eróticos criativos parecem guiar os jovens ali presentes na imaginação de novos lugares para si, distantes da imagética usual sobre comunidade, localidade e mundo rural.