A pesquisa buscou analisar a performatividade de pessoas LGBTQIA+, elaborando sentidos atribuídos ao sexo, sexualidade e gênero, e as possibilidades de resistência à heteronormatividade. Surge como uma tentativa de produção de resistências, articulada enquanto ações criativas e dirigidas à emancipação. Apresenta caminhos e reflexões que se desenvolveram a partir dos parâmetros de pesquisa-intervenção cartográfica, que permitiu elaborar as metas no decorrer do processo, visando acompanhar modos de subjetivação. Para tanto, a pesquisa se concentrou na experimentação de um dispositivo grupal, amparado em oficinas estéticas esquizoanalíticas, que propiciou construir o conhecimento com o próprio grupo. Por meio do grupo como dispositivo de pesquisa e intervenção foi possível articular um espaço de resistência, em que a potência dos encontros, dos materiais produzidos, contribuiu para reafirmar o caráter de construção social do sexo, sexualidade e gênero, produzindo possibilidades de resistência à heteronormatividade, ao apostar nos questionamentos das matrizes identitárias, nas descobertas e experimentações envolvendo o sexo e em outros modos de performar os corpos e existências.