ADAPTANDO O DISCOURSE COMPLETION TASK: A DOCUMENTAÇÃO DA FONOLOGIA PROSÓDICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

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ISSN: 2675-9810
Editor Chefe: Valter Dias
Início Publicação: 31/12/2020
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Letras, Área de Estudo: Linguística

ADAPTANDO O DISCOURSE COMPLETION TASK: A DOCUMENTAÇÃO DA FONOLOGIA PROSÓDICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Ano: 2021 | Volume: 2 | Número: Não se aplica
Autores: Marco Barone, Davi Borges de Albuquerque
Autor Correspondente: Marco Barone | [email protected]

Palavras-chave: Discourse Completion Task, Entoação, Fonologia prosódica, Entrevista remota

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este trabalho é uma reflexão sobre a implementação de uma metodologia de documentação da entoação, o Discourse Completion Task (BLUM-KULKA; HOUSE; KASPER, 1989), às novas exigências de distanciamento social, mediante o uso de simples instrumentos de comunicação e mídias sociais. Serão relatadas as primeiras etapas de um estudo de caso, o qual fez uso de diversas adaptações metodológicas, em função das restrições causadas pela pandemia, da documentação da variação suprassegmental de uma variedade de português L2, o português de Timor-Leste, em contato com suas línguas de substrato, o Tétum-praça e línguas austronésias. A documentação pôde contar com um primeiro conjunto de dados analisáveis, elicitados mediante WhatsApp (gravação de áudio e vídeo-chamada), e com o apoio de comunicações, encontros e trocas de ulterior informação pelo WhatsApp, Facebook, Google Meet e por e-mail, que permitiram refinar a metodologia, levando em conta os primeiros problemas que a experiência trouxe. Serão discutidos neste trabalho os seguintes tópicos: 1) a qualidade do áudio e as possibilidades de os participantes se autopoliciarem, melhorando as condições de gravação, mediante a escolha de lugares silenciosos e de instrumentos de gravação a eles acessíveis, 2) o treinamento metodológico, a maneira de fornecer instruções e as possibilidades de monitoramento e acompanhamento remotos que garantam melhor a manutenção do estilo semiespontâneo. São apresentadas, à luz da experiência, opções como: apresentar o questionário em bloco único ou não revelar uma situação até gravação da anterior; apresentar o questionário por escrito ou interagir oralmente; se é válido deixar os participantes a par da finalidade do estudo ou não. Na discussão tenderão a emergir as vantagens de 1) apresentar e trabalhar uma situação interativa por vez, 2) interagir oralmente e monitorar a tarefa para poder aplicar correções e retificações ao vivo, restando que o suporte escrito pode ajudar em situações onde o entrevistador é obrigado a produzir uma entoação que pode influenciar o participante, enquanto 3) não se torna prejudicial, como é lugar comum, revelar a finalidade do estudo, devido à pouca consciência fonológica da entoação, que dificulta seu controle e autoenviesamento pela mera ciência.



Resumo Inglês:

This work casts light on the implementation of a methodology for documenting intonation, the Discourse Completion Task (BLUM-KULKA; HOUSE; KASP­ER, 1989), adapted to the recent requirements of social distancing through simple communication tools and social media. There will be reported the first steps of a case study which, due to the pandemic restrictions, made use of several methodological adaptations for the documentation of variation on the suprasegmental level of a Portuguese L2 variety, East Timor Portuguese, in contact with its substratum languages, Tetun Prasa and Austronesian languages. The documentation included a first set of data ready for analysis, that was elicited via WhatsApp (audio recording and video call), and the support of succeeding communication, meetings, and information exchange via WhatsApp, Facebook, Google Meet, and e-mail, which made it possible to sharpen the methodology by taking into account the initial problems the experience brought about. In this work the following topics will be discussed: 1) the audio quality and the possibility of participants’ self-monitoring, improving the recording setting by choosing a quieter location and recording tools accessible to them; 2) the methodological training, the way of providing instructions, and the possibilities of remote monitoring that best ensure the maintenance of a semi-spontaneous style. Considering this experience, several options are presented, among them: whether to present the questionnaire as a single block or to hide each situation until the previous one is recorded; whether to present the questionnaire in written format or through oral interaction; whether to let the participants aware of the study’s purpose. The discussion will suggest the advantages of 1) presenting and working out one interactive situation at a time, 2) oral interaction and task supervision, in order to apply necessary corrections in the meanwhile, retaining that the written support can assist in situations where the interviewer has to produce an intonation that could influence the participant, 3) concurrently, that it is not harmful, unlike customary belief, revealing the research’s goal to the participants, because the lack of phonological awareness of intonation makes it hard to control and bias it by the mere science of it.