Não obstante a carência de pesquisa com a cultura da alface no estado de São Paulo, são recomendadas doses extremamente elevadas de fósforo (P), sem levar em consideração o tipo ou cultivar. Sendo assim, conduziu-se em casa de vegetação, um experimento com o objetivo de verificar os efeitos da adubação fosfatada nas concentrações de P no solo e na planta, assim como, na produção de massa seca da parte aérea da alface. Empregou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, com três repetições, segundo um arranjo fatorial 5x2x3 (cinco doses de P, dois solos e três cultivares). As doses 0, 25, 50, 100 e 150 mg kg-1 de P foram aplicadas na forma de fosfato monoamônio (MAP). Os cultivares Regina (tipo lisa), Verônica (tipo crespa) e Lucy Brown (tipo americana) foram cultivados, por 48 dias, em amostras dos solos: Latossolo Vermelho-Amarelo (LVA) e Argissolo Vermelho-Amarelo (PVA). Verificou-se que a adubação fosfatada aumentou significativamente a produção de massa seca das plantas, sendo o cultivar Lucy Brown o mais produtivo. As plantas de alface cultivadas no LVA apresentaram maior produção de massa seca que as cultivadas no PVA. As doses de P aumentaram as concentrações do nutriente no solo e na planta. Entre os cultivares, entretanto, não houve diferença significativa nas concentrações de P na parte aérea. As plantas nos tratamentos que não receberam fósforo apresentaram sintomas de deficiência (teores de P na parte aérea inferiores a 2,3 g kg-1) e não conseguiram chegar ao final do ciclo.