Pretende-se mostrar a importância da amizade no âmbito da refle-xão sobre a incompreensibilidade da riqueza vital experimentada como vivência mais própria e como Nietzsche chega, pela relação amical, à formu-lação de uma nova aurora do pensar, agora situado no campo das vivências, cuja tradução foge dos sistemas da compreensibilidade. Nesse cenário, a ami-zade aparece como arena para mal entendidos porque fomenta a possibilidade de uma relação traduzida pelo pronome plural nós – um signo da relação que se efetiva como impavidez, liberdade e afirmação individual, com vistas à constante autossuperação de si.
This article intended to show the importance of friendship in the context of reflection on the incomprehensibility of living wealth experienced as more intimate experience and how Nietzsche comes, with the relationship amicable, to formulating of a new dawn of thought, now situated in the field of experience which escapes of systems responsiveness. In this scenario, friendship appears as a ring for misunderstandings because it fosters the possibility of a relationship translated by the plural pronoun us - a sign of relationship that is effective as fearlessness, freedom and assert themselves, with a view to constant self-overcoming.