A educação permanente em saúde é uma estratégia educacional contínua que visa qualificar os profissionais de saúde, promovendo melhorias nas práticas de cuidado, especialmente em ambientes críticos como as unidades de terapia intensivas neonatais. O objetivo principal desta pesquisa foi analisar as repercussões da educação permanente em saúde na assistência da enfermagem neonatal; e como específicos: caracterizar o perfil sociocultural dos profissionais de enfermagem atuantes na neonatologia; identificar estratégias que favoreçam a implementação da Educação Permanente em Saúde na prática da enfermagem neonatal e verificar os impactos da educação permanente em saúde na qualificação da assistência ao recém-nascido em unidades neonatais. A pesquisa é do tipo descritiva com abordagem qualitativa e quantitativa, realizada entre setembro de 2024 e janeiro de 2026 na Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa com o parecer de nº 7.854.208. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e a aplicação de um instrumento validado, para avaliar os impactos das ações da educação permanente em saúde; com 45 profissionais de enfermagem, sendo 33 técnicos e 12 enfermeiros, com tempo de experiência variando de 2 a 18 anos. A análise dos dados seguiu as etapas de pré-análise, exploração e interpretação, conforme Bardin. Os resultados mostraram que a educação permanente em saúde teve um impacto positivo na prática dos profissionais. Cerca de 37,8% dos participantes relataram mudanças significativas em sua postura profissional após a capacitação, e 93,3% perceberam alterações na realização de atividades cotidianas na unidade de terapia intensiva neonatal. A educação permanente foi vista como uma ferramenta eficaz na melhoria da segurança do paciente e na qualidade do cuidado prestado aos recém-nascidos. Além disso, 95,6% dos participantes aplicaram diretamente os conhecimentos adquiridos no seu cotidiano profissional. No entanto, a pesquisa também revelou desafios para a implementação da educação permanente em saúde de forma contínua. A falta de recursos materiais e a sobrecarga de trabalho foram apontadas como limitações significativas, impactando a efetividade das ações educativas. A descontinuidade nas ações de educação permanente em saúde também foi identificada como um obstáculo, com 62,2% dos participantes afirmando que os objetivos das capacitações estavam adequadamente alinhados às suas atividades, mas 37,8% indicaram que essa relação não era tão clara. A análise dos resultados reforça que a educação permanente em saúde, quando alinhada às demandas reais do serviço, pode promover melhorias significativas na assistência neonatal, fortalecer o trabalho em equipe e aumentar a autonomia dos profissionais. A pesquisa conclui que a educação permanente em saúde é uma ferramenta importante para a qualificação da assistência na neonatologia, mas seu sucesso depende de um compromisso institucional com a educação permanente e a superação das limitações estruturais e organizacionais.