Análise das repercussões da educação permanente em saúde na assistência da enfermagem neonatal

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Análise das repercussões da educação permanente em saúde na assistência da enfermagem neonatal

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 6
Autores: Matheus Gomes Andrade, Keila Maria Carvalho Martins, Rosalice Araújo de Sousa Albuquerque, Antônia Siomara Rodrigues Silva, Maria Santana do Nascimento, Pedro Jonathan Sousa Araújo, Barbara Emily de Sousa Rodrigues, Dilene Fontinele Catunda Melo
Autor Correspondente: Matheus Gomes Andrade | [email protected]

Palavras-chave: Educação Permanente em Saúde, Segurança do Paciente, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A educação permanente em saúde é uma estratégia educacional contínua que visa qualificar os profissionais de saúde, promovendo melhorias nas práticas de cuidado, especialmente em ambientes críticos como as unidades de terapia intensivas neonatais. O objetivo principal desta pesquisa foi analisar as repercussões da educação permanente em saúde na assistência da enfermagem neonatal; e como específicos: caracterizar o perfil sociocultural dos profissionais de enfermagem atuantes na neonatologia; identificar estratégias que favoreçam a implementação da Educação Permanente em Saúde na prática da enfermagem neonatal e verificar os impactos da educação permanente em saúde na qualificação da assistência ao recém-nascido em unidades neonatais. A pesquisa é do tipo descritiva com abordagem qualitativa e quantitativa, realizada entre setembro de 2024 e janeiro de 2026 na Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa com o parecer de nº 7.854.208. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e a aplicação de um instrumento validado, para avaliar os impactos das ações da educação permanente em saúde; com 45 profissionais de enfermagem, sendo 33 técnicos e 12 enfermeiros, com tempo de experiência variando de 2 a 18 anos. A análise dos dados seguiu as etapas de pré-análise, exploração e interpretação, conforme Bardin. Os resultados mostraram que a educação permanente em saúde teve um impacto positivo na prática dos profissionais. Cerca de 37,8% dos participantes relataram mudanças significativas em sua postura profissional após a capacitação, e 93,3% perceberam alterações na realização de atividades cotidianas na unidade de terapia intensiva neonatal. A educação permanente foi vista como uma ferramenta eficaz na melhoria da segurança do paciente e na qualidade do cuidado prestado aos recém-nascidos. Além disso, 95,6% dos participantes aplicaram diretamente os conhecimentos adquiridos no seu cotidiano profissional. No entanto, a pesquisa também revelou desafios para a implementação da educação permanente em saúde de forma contínua. A falta de recursos materiais e a sobrecarga de trabalho foram apontadas como limitações significativas, impactando a efetividade das ações educativas. A descontinuidade nas ações de educação permanente em saúde também foi identificada como um obstáculo, com 62,2% dos participantes afirmando que os objetivos das capacitações estavam adequadamente alinhados às suas atividades, mas 37,8% indicaram que essa relação não era tão clara. A análise dos resultados reforça que a educação permanente em saúde, quando alinhada às demandas reais do serviço, pode promover melhorias significativas na assistência neonatal, fortalecer o trabalho em equipe e aumentar a autonomia dos profissionais. A pesquisa conclui que a educação permanente em saúde é uma ferramenta importante para a qualificação da assistência na neonatologia, mas seu sucesso depende de um compromisso institucional com a educação permanente e a superação das limitações estruturais e organizacionais.