Arq. Bras. Med. Naval, Rio de Janeiro, v. 86, n.1, p. 119-134, jan./dez. 2025119ANÁLISE DE PRESCRIÇÕES EM UM SERVIÇO DE FARMÁCIA AMBULATORIAL EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE NO RIO DE JANEIROARTIGO ORIGINALSubmetido em: 31/8/2025Aprovado em: 29/10/2025doi: 10.22491/2764-2860.2025.7913Marcela França Penna Ribeiro1*Michele Hinerasky2*Eloiza R. P. S. Soilo3*Juliana S. L. Praça4*RESUMO: A prescrição adequada é essencial para o uso racional de medicamentos e para a segurança do paciente. Este estudo avaliou a qualidade das prescrições atendidas no Setor de Distribuição de Medicamentos (SeDiMe) do Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), com foco na legibilidade, tipo de prescrição, utilização da Denominação Comum Brasileira (DCB), pre-sença de nomes comerciais e adesão à lista padronizada do Sistema de Saúde da Marinha (SSM). Trata-se de estudo transversal realizado entre agosto e setembro de 2024, no qual foram analisa-das 234 prescrições contendo 846 itens prescritos. Das prescrições avaliadas, 94,6% eram pro-venientes do SSM, das quais 43,9% digitadas e 56,1% manuscritas. Erros foram identificados em 11,5% das prescrições, sendo a ausência de dosagem o mais frequente (40,7%). Quanto à nomenclatura, 72,9% dos medicamentos foram prescritos pela DCB e 27,1% por nome comer-cial, prática mais comum em medicamentos não padronizados (42,0%). Observou-se ainda que 68,2% dos itens prescritos eram padronizados no SisDiMe. Pode-se concluir que, apesar dos avanços no uso de prescrições digitais e na adesão parcial à DCB, ainda persistem fragilidades relacionadas à ocorrência de erros e ao uso expressivo de nomes comerciais. É necessária im-plementação de estratégias institucionais voltadas à capacitação dos prescritores e à expansão da prescrição eletrônica, a fim de promover maior segurança do paciente e fortalecer a Assis-tência Farmacêutica no âmbito do SSM.
Análise de prescrições em um serviço de farmácia ambulatorial em hospital de alta complexidade no Rio de Janeiroof brand names, and adherence to the standardized list of the Brazilian Navy Health System (SSM). This cross-sectional study was conducted between August and September 2024, analyzing 234 prescriptions containing 846 prescribed items. Among the prescriptions evaluated, 94.6% originated from the SSM, of which 43.9% were typed and 56.1% handwritten. Errors were identified in 11.5% of the prescriptions, with the most frequent being the absence of dosage (40.7%). Regarding nomenclature, 72.9% of the medicines were prescribed by DCB and 27.1% by brand name, a practice more common among non-standardized medicines (42.0%). It was also observed that 68.2% of the prescribed items were included in the SisDiMe standardized list. In conclusion, despite progress in the use of digital prescriptions and partial adherence to the DCB, weaknesses remain related to the occurrence of errors and the significant use of brand names. Institutional strategies aimed at strengthening prescriber training and expanding electronic prescribing are necessary to promote greater patient safety and reinforce pharmaceutical care within the SSM.