Análise do pico de ativação do glúteo máximo na marcha em mulheres com instabilidade do tornozelo

Fisioterapia Em Movimento

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ISSN: 19805918
Editor Chefe: Auristela Duarte Lima Moser
Início Publicação: 31/12/1988
Periodicidade: Trimestral

Análise do pico de ativação do glúteo máximo na marcha em mulheres com instabilidade do tornozelo

Ano: 2011 | Volume: 24 | Número: 3
Autores: Lygia Paccini Lustosa, Ana Paula Miranda Furbino, Camila Santos Cruz, Ian Lara Lamounier Andrade, Cláudia Venturini
Autor Correspondente: Lygia Paccini Lustosa | [email protected]

Palavras-chave: Instabilidade articular, Tornozelo, Eletromiografia, Mulheres.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O risco de recidiva após a entorse de tornozelo pode estar associado com modificações da
estabilidade postural e do recrutamento muscular das articulações do quadril e do tornozelo. Objetivos:
Avaliar o pico de ativação muscular do glúteo máximo durante a marcha em esteira, em mulheres, comparando
voluntárias com história de entorse grau II de tornozelo, com um grupo de voluntárias sem história
de entorse. Materiais e métodos: Participaram 26 mulheres, jovens, sendo 13 voluntárias com história
de entorse unilateral de tornozelo e 13 sem história de entorse. A ativação do músculo glúteo máximo foi
avaliada por meio do eletromiógrafo de superfície EMG System do Brasil durante a marcha em esteira.
Resultados: No grupo com história de entorse não houve diferença significativa na medida percentual de
ativação normalizada do glúteo máximo durante a marcha, quando comparou-se membro acometido e não
acometido (p > 0,57). No grupo sem história de entorse houve diferença significativa entre os membros
direito e esquerdo na medida percentual de ativação normalizada do glúteo máximo durante a marcha (p =
0,01). Quando comparados os grupos, não houve diferença significativa entre membro acometido e membros
direito e esquerdo do grupo sem história de entorse (p > 0,51). Conclusão: Pela ausência de diferença entre os grupos pode-se supor que existam fatores adaptativos, como musculares, neuromusculares e dominância
dos membros, que determinam uma adaptação após a entorse do tornozelo, possibilitando uma
atividade da marcha adequada.



Resumo Inglês:

The return risk, after ankle sprain, can be associated with modifications of the postural stability
and the muscular strength of the hip and the ankle. Objectives: The aim of this study was to evaluate the maximum
gluteus activation during the walk on the treadmill, in women, comparing volunteers with second degree
of ankle sprain history, with a group of volunteers with no sprain history. Materials and methods: Twenty-six
young women were selected for the study, being 13 individuals with unilateral ankle sprain history and another
13 with no sprain history. The maximum gluteus activation was evaluated by the electromyography of surface
(EMG), during the walk on the treadmill. Results: On the group with sprain history there was not any significant
difference on the measure of normal activation of the maximum gluteus during the walk, when compared
unstable member and no unstable member (p > 0,57). However, on the group with no sprain history there was
a significant difference between left and right members on the measure of normal activation of the maximum
gluteus during the walk (p = 0,01). When comparing both groups, there was not any significant difference between
unstable member and the others two members of the no sprain history group (p > 051). Conclusion: The
results can be suggested that exist muscular, neuromuscular and sideways factors that can be determinate an
adaptation after the ankle sprain, enabling a convenient walk activity.