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ISSN: 1807-8583
Editor Chefe: Thais Helena Furtado
Início Publicação: 01/01/1997
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Comunicação

Análise interseccional e discursiva das identidades culturais na canção Homem na Estrada do Racionais MC’s (1993)

Ano: 2026 | Volume: 0 | Número: 58
Autores: Rosineia Oliveira dos Santos; Thiago Sanches Costa; Barbara Heller
Autor Correspondente: Barbara Heller | [email protected]

Palavras-chave: interseccionalidade, identidade cultural, vulnerabilidade, Racionais MC’s, divisão racial do espaço

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Esse artigo analisa as quinze estrofes de Homem na Estrada, do Racionais MC’s, por meio de dados oficiais da Secretaria Nacional sobre Políticas Penais, da análise do discurso bakhtiniana e da interseccionalidade proposta por Kimberlé Crenshaw. Também trabalha conceitos como território, com o geógrafo Milton Santos, divisão racial do espaço, com Gonzalez e Hasenbalg e vulnerabilidade, com a filósofa Judith Butler. A importância da arte como ferramenta de conscientização permeia todas as discussões. Trata-se, portanto, de um artigo multidisciplinar, com método qualitativo e interpretativo, que busca compreender as múltiplas camadas de opressão, resistência e precariedade dos indivíduos das periferias urbanas, ainda atuais, mesmo decorridos mais de trinta anos desde o lançamento dessa canção. O texto conclui sobre a relevância cultural e social do rap para pessoas em situação de periferia, destacando sua relevância cultural e social comprovada pela expressiva audiência que acumula nas plataformas de streaming.



Resumo Inglês:

This article analyzes the fifteen strophes of Homem na Estrada, by Racionais MC’s, through official data from the Brazilian National Secretariat on Penal Policies, Bakhtinian discourse analysis, and the intersectionality framework proposed by Kimberlé Crenshaw. It also engages with concepts such as territory, as theorized by geographer Milton Santos the racial division of space by Gonzalez and Hasenbalg, and vulnerability, as elaborated by philosopher Judith Butler. The significance of art as a tool for social awareness permeates all discussions. This is, therefore, a multidisciplinary article, employing a qualitative and interpretive methodology, which seeks to understand the multiple layers of oppression, resistance, and precariousness faced by individuals living in urban peripheries – conditions that remain current even more than thirty years after the song's release. The article concludes by reflecting on the cultural and social relevance of rap for people living in peripheral contexts, highlighting its enduring cultural and social significance as evidenced by the substantial audience it continues to accumulate on streaming platforms.