Neste trabalho examinam-se as respostas à pergunta arco-Ãris, cartografadas nos cinco atlas lingüÃsticos já publicados no Brasil – Atlas Prévio dos Falares Baianos (1963), Esboço de um Atlas LingüÃstico de Minas Gerais (1977), Atlas LingüÃstico da ParaÃba (1984), Atlas LingüÃstico de Sergipe (1987) e Atlas LingüÃstico do Paraná (1994), buscando-se, por um lado, o conhecimento da realidade especÃfica de cada região, e, de outro, a identificação de áreas dialetais. Ao examinar as designações para arco-Ãris procura-se analisar as formas documentadas (a) com vistas ao estabelecimento de áreas dialetais, traçando, segundo as possibilidades, isoléxicas, e (b) incursionando pelo campo lingüÃstico-antropológico para o exame das designações no que diz respeito, sobretudo, à natureza da motivação que as determina e à relação que se estabelece com a realidade cultural em que
se inserem os usuários das formas em questão.