Este artigo discute a relação entre arte e desenvolvimento infantil na Educação Infantil, a partir de revisão bibliográfica e reflexão sobre situações do cotidiano escolar. Parte-se do entendimento de que a arte constitui linguagem, experiência e forma de conhecimento, permitindo à criança expressar sentimentos, interpretar o mundo e produzir sentidos sobre o que vivencia. O estudo adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, com apoio em autores como Piaget, Vygotsky, Wallon, Ostrower e Freire, além de documentos normativos da educação brasileira, com destaque para as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo da Cidade de São Paulo. Argumenta-se que as linguagens artísticas contribuem para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e motor, fortalecendo criatividade, autonomia, repertório cultural e protagonismo infantil. Defende-se, por fim, que a presença qualificada da arte na Educação Infantil exige planejamento pedagógico, mediação docente e superação de práticas padronizadas que restringem a autoria da criança.