Referida pesquisa tem o objetivo de estudar a percepção da influencia da controladoria no aspecto comportamental humano, na visão do controller e de outros gestores, numa empresa com mais de 50 anos de mercado, cujo faturamento gira em torno de R$ 2,5 bilhões ao ano, no segmento de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo, através da pesquisa de campo. A modernidade e a globalização foram preponderantes para as empresas atuarem no âmbito nacional e internacional, bem como acirraram a concorrência entre elas, e, ainda, influenciaram na revolução da tecnologia da informação. Com isso, estão imersas em mudanças a nÃvel macroeconômico, e estas acabam conduzindo à s inovações a nÃvel organizacional. Os aspectos relativos à s mudanças implicam no comportamento, tanto individual quanto organizacional. O motivo que justificou a implantação da controladoria se deu em razão da necessidade da criação de controles, padronização de informações e maior competitividade no mercado. Observou-se que as ações de criar normas e procedimentos de controle interno, do orçamento/custos ou avaliação de desempenho mostraram-se ser os principais focos de resistência, sob tudo, ao medo da perda do emprego, diante da perspectiva de não corresponder à s mudanças necessárias. Contudo, fica evidente que os fatores de resistência passam a ter impacto, mais pela maneira de atuação da controladoria que da sua implantação /existência. Cabe destacar que o grau de escolaridade, a falta de transparência e pouco envolvimento dos colaboradores no processo de decisão, foram alguns dos fenômenos ocorridos para a resistência dos colaboradores. Por fim, foi verificado também que as resistências são processos inevitáveis e que advêm de algumas atividades desempenhadas pela controladoria. Por isso, acaba se tornando um conceito moderador das mudanças ocorridas na empresa. Por isso, a existência destes fenômenos não pode impedir as ações promovidas pela controladoria que tem como objetivo o progresso das organizações. Para isto a figura do controller deve atuar com persistência e coerência. Todas estas alterações acabam exigindo novas práticas gerenciais e sendo assim, a controladoria é o órgão responsável por este processo. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram entrevista, realizadas no local de trabalho, com perguntas, diretas e estruturadas, para gestores e trabalhadores envolvidos com a mudança.