O artigo analisa o Assentamento Milton Santos como uma experiência concreta da proposta Comuna da Terra do MST, discutindo a formação do assentamento, a trajetória dos sujeitos sociais envolvi-dos e as práticas cotidianas que configuram sua dinâmica interna. Localizado entre os municípios de Americana e Cosmópolis (SP), o assentamento representa uma experiência singular de reforma agrária nas franjas urbanas, articulando elementos do campo e da cidade. A análise evidencia como o processo de conquista da terra e de organização coletiva transformou a vida dos assentados, promovendo novas relações de trabalho, solidariedade e identidade. A pesquisa baseou-se em ob-servação de campo, entrevistas e análise documental, buscando compreender como os princípios da Comuna da Terra se materializam nas práticas sociais cotidianas e nos desafios enfrentados pela comunidade. O estudo mostra que o Assentamento Milton Santos constitui um território em construção, permeado por contradições e potencialidades, que reafirma a luta pela terra como um projeto coletivo e emancipador.