Nas últimas décadas, o uso excessivo de tecnologias digitais entre crianças e adolescentes tem despertado crescente preocupação na comunidade científica e educacional. O aumento do tempo de exposição às telas tem sido associado a diversos impactos negativos no desenvolvimento físico, cognitivo e emocional dos jovens, levantando hipóteses sobre sua possível relação com o crescimento nos diagnósticos de transtornos mentais. Este estudo tem como objetivo investigar as implicações psicossociais do uso excessivo de tecnologias digitais no aumento dos diagnósticos de transtornos mentais em crianças e adolescentes, identificando os principais mecanismos envolvidos nessa relação. Através de uma revisão bibliográfica integrativa, nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde(BVS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e PubMed, entre os anos 2015 e 2025, foram analisados 15 artigos, buscando identificar os principais mecanismos envolvidos nessa relação, sendo incluídos: artigos em inglês e/ou português, que respondessem à pergunta norteadora: “Como o uso excessivo de tecnologias implica no aumento dos casos de doenças mentais e quais são os principais mecanismos envolvidos nessa relação?”. Os estudos analisados indicam uma correlação significativa entre o uso prolongado de telas e o desenvolvimento de transtornos como depressão, ansiedade e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Além disso, foram observados prejuízos na qualidade do sono, aumento da obesidade infantil, dificuldades de socialização e comprometimento do desenvolvimento neurológico e cognitivo. Evidenciou-se também que a ausência de mediação parental, o tipo de conteúdo acessado e a falta de limites no uso dos dispositivos digitais são fatores que intensificam os riscos associados. Diante dos achados, destaca-se a necessidade urgente de promover o uso consciente e equilibrado das tecnologias entre crianças e adolescentes. Estratégias como a mediação ativa por pais e educadores, a definição de limites de tempo e a escolha criteriosa de conteúdos são fundamentais para minimizar os efeitos negativos identificados. A pesquisa reforça a importância de políticas públicas, ações educativas e novos estudos que contribuam para a saúde mental e o desenvolvimento saudável das novas gerações.