A avaliação psicológica como pilar do planejamento terapêutico: uma revisão integrativa sobre limites, potencialidades e desafios contemporâneos.

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

A avaliação psicológica como pilar do planejamento terapêutico: uma revisão integrativa sobre limites, potencialidades e desafios contemporâneos.

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 6
Autores: Melissa Xavier Rebelo, Erika Priscilla de Freitas Hounsell, Júlio César Pinto de Souza
Autor Correspondente: Melissa Xavier Rebelo | [email protected]

Palavras-chave: Avaliação Psicológica, Teste Psicológicos, Saúde mental, Inteligência artificial

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A Avaliação Psicológica (AP) configura-se como um processo dinâmico de investigação dos fenômenos psicológicos, essencial para subsidiar o planejamento terapêutico. Este estudo objetivou mapear os limites e as potencialidades da AP no contexto clínico, destacando suas contribuições contemporâneas para a conduta interventiva. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura (2019-2026), utilizando-se do protocolo PRISMA, com buscas nas bases PePSIC, SciELO e IndexPsi. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, selecionaram-se 13 artigos. Os achados foram submetidos à análise temático-categorial, surgindo quatro eixos: (1) fundamentação técnica e rigor processual; (2) lacunas na formação profissional; (3) a AP como processo interventivo; e (4) inovações tecnológicas e ética. Os resultados revelam que, embora a AP potencialize a precisão do prognóstico clínico e fortaleça a aliança terapêutica, sua eficácia é limitada por fragilidades na formação acadêmica em psicometria e por dilemas éticos emergentes, como o viés algorítmico da Inteligência Artificial. Conclui-se que a transição da avaliação para o plano de tratamento exige um modelo translacional de formação, mitigando a dependência excessiva de instrumentos automatizados sem a devida mediação crítica do psicólogo.