A Avaliação Psicológica (AP) configura-se como um processo dinâmico de investigação dos fenômenos psicológicos, essencial para subsidiar o planejamento terapêutico. Este estudo objetivou mapear os limites e as potencialidades da AP no contexto clínico, destacando suas contribuições contemporâneas para a conduta interventiva. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura (2019-2026), utilizando-se do protocolo PRISMA, com buscas nas bases PePSIC, SciELO e IndexPsi. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, selecionaram-se 13 artigos. Os achados foram submetidos à análise temático-categorial, surgindo quatro eixos: (1) fundamentação técnica e rigor processual; (2) lacunas na formação profissional; (3) a AP como processo interventivo; e (4) inovações tecnológicas e ética. Os resultados revelam que, embora a AP potencialize a precisão do prognóstico clínico e fortaleça a aliança terapêutica, sua eficácia é limitada por fragilidades na formação acadêmica em psicometria e por dilemas éticos emergentes, como o viés algorítmico da Inteligência Artificial. Conclui-se que a transição da avaliação para o plano de tratamento exige um modelo translacional de formação, mitigando a dependência excessiva de instrumentos automatizados sem a devida mediação crítica do psicólogo.