Avanços e rupturas nas produções da Intelectualidade Africana e suas influências nos Estudos Afro-Brasileiros

Revista de História da UEG

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ISSN: 23164379
Editor Chefe: Léo Carrer Nogueira
Início Publicação: 31/12/2011
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: História

Avanços e rupturas nas produções da Intelectualidade Africana e suas influências nos Estudos Afro-Brasileiros

Ano: 2019 | Volume: 8 | Número: 1
Autores: Lidiana Emidio Justo da Costa
Autor Correspondente: Lidiana Emidio Justo da Costa | l[email protected]

Palavras-chave: Historiografia africana. Narrativas eurocentradas. Sujeito africano diaspórico. Relações Brasil/África.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo1 propõe refletir sobre os avanços experimentados pela historiografia africana e sua influência nas produções afro-brasileiras. A primeira parte preocupa-se em compreender o pensamento de uma intelectualidade africana de meados do século XIX, a qual apresentava o dilema entre ser como os do centro (Europa) ou ser como eles mesmos. Em seguida, a discussão será verticalizada no sentido de analisar as fases experimentadas por esses estudos africanos, divididos de forma bastante didática pelo pesquisador guineense Carlos Lopes (1989) que as denominou de: Inferioridade, Superioridade e Nova História africana, momentos que permitem visualizar os avanços e rupturas de uma produção historiográfica que rompeu com o paradigma eurocêntrico em busca de uma identidade, balançando assim o pêndulo da História e invertendo a pirâmide das narrativas eurocentradas. Na terceira parte do artigo, busca-se atentar para as produções brasileiras que também foram reflexos das mudanças experimentadas por essa historiografia do continente africano, principalmente na forma de perceber o sujeito africano diaspórico e a relação Brasil/África no “rio chamado atlântico”.



Resumo Inglês:

This article aims to reflect on the advances made by African historiography and its influence on afro Brazilian productions. The first part is concerned with understanding the thinking of a midnineteenth-century African intelligentsia, which had the dilemma of being like the ones in the center (Europe) or being like himself or herself. Afterwards, the discussion will be verticalized in order to analyze the phases experienced by these African studies, divided in a very didactic way by the Guinean researcher Carlos Lopes, who called them Inferiority, Superiority and New African History. Advances and ruptures of a historiographical production that broke with the Eurocentric paradigm in search of an identity, thus balancing the pendulum of History and inverting the pyramid of Eurocentric narratives. In the third part of the article, we look for Brazilian productions that were also reflections of the changes experienced by this historiography of the African continent, mainly in the way of perceiving the African diasporic subject and the Brazil/Africa relationship in the so-called Atlantic river.