Objetivo: descrever os fatores de risco comportamentais relacionados ao acidente vascular cerebral em indivíduos com hipertensão arterial sistêmica. Métodos: estudo transversal realizado com 327 pacientes diagnosticados com hipertensão atendidos em Unidades Básicas de Saúde. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado. Foi realizada análise descritiva e inferencial. Resultados: os maiores consumos alimentares foram de verduras ou legumes (média=3,40) e carne vermelha (média=3,31). A substituição do almoço por lanches foi a prática menos frequente (média=0,46). Mais de 14% dos participantes relataram consumo de bebida alcoólica uma vez ou mais por mês. Cerca de 60% não praticavam exercícios físicos. O tabagismo atual foi identificado em 13,5% dos participantes e o pregresso em 36,4%, com tempo médio de 28,42 anos. Dentre indivíduos com histórico de acidente vascular cerebral, observou-se maior prevalência de tabagismo, sedentarismo e elevado consumo de carne vermelha. Conclusão: evidenciou-se a presença de fatores comportamentais de risco em hipertensos, sobretudo dentre aqueles com histórico de acidente vascular cerebral. Contribuições para a prática: contribui para a identificação precoce de fatores de risco modificáveis, o reforço da importância do rastreamento comportamental na rotina clínica e subsídio para o planejamento do cuidado multiprofissional.
Objective: to describe behavioral risk factors related to stroke in individuals with systemic arterial hypertension. Methods: cross-sectional study conducted with 327 patients diagnosed with hypertension and treated at Primary Health Care Units. Data were collected using a structured questionnaire. Descriptive and inferential analyses were performed. Results: the highest food consumption frequencies were for vegetables or legumes (mean=3.40) and red meat (mean=3.31). Replacing lunch with snacks was the least frequent practice (mean=0.46). More than 14% of participants reported consuming alcoholic beverages once or more per month. Around 60% did not practice physical exercise. Current smoking was identified in 13.5% of participants and past smoking in 36.4%, with a mean duration of 28.42 years. Among individuals with a history of stroke, a higher prevalence of smoking, sedentary lifestyle, and high red meat consumption was observed. Conclusion: behavioral risk factors were identified among hypertensive individuals, especially among those with a history of stroke. Contributions to practice: this study contributes to the early identification of modifiable risk factors, reinforces the importance of behavioral screening in clinical routines, and supports the planning of multiprofessional care.