Com o surgimento do Big Data e seu grande poder de estruturar dados, todas as práticas humanas, desde a saúde, passando pela segurança, até os negócios, podem ser observadas e exploradas com um potencial de captar padrões cada vez mais precisos. Juntamente com a Google, o Facebook, a Amazon e outras corporações, a Netflix tornou-se um exemplo emblemático de empresa que alia mineração de dados e monetização. Amaior provedora global de filmes e séries via streaming está, não apenas tornando o seu sistema de publicidade dirigida mais assertivo, como comissionando conteúdo original, a exemplo da bem-sucedida série House of Cards. Nesse cenário, surge uma nova personagem: o consumidor dataficado. Todavia, extrair valor de dados privados pode ser uma escolha tão dúbia quanto minaz. Este trabalho reflexiona sobre o poder que a indústria da publicidade e do entretenimento está adquirindo com a dataficação,além de analisar como esses bancos de dados tornam a relação entre consumo e identidade ainda mais complexa e multifacetada.
With the rise of Big Data and its great power to structure data, all human practices, from health, to security, to business, can be viewed and explored with far more potential to glean key insights.Along with Google, Facebook, Amazon and some others, Netflix is a remarkable example of data mining and monetization.The largest global streaming movie and series provider is not only is not only offering more targeted advertising, but commissioning original content, like the successful series House of Cards. In this scenario, a new role emerges: the scored consumer. However, extracting value from private data can be as dubious as threatening.Therefore, this paper tendsto bring a reflection on the power the industry of advertising and entertainment is acquiring with datafication, and how these datasets turn the relationship between consumption and identity even more multifaceted and complex.