O presente artigo pretende analisar as tensões provocadas entre o princípio da autonomia proveniente da escola Bioética Principialista e o conceito de vulnerabilidade a partir de públicas de saúde mental que asseguram o procedimento de internação psiquiátrica compulsória. Em seguida, enseja-se uma discussão sobre as implicações do conceito de autonomia proveniente da bioética principialista sobre a lei 10.216, que regulamenta a internação compulsória como procedimento médico legalmente assegurado. Considera-se como central a articulação da Bioética, enquanto campo de saber, com a Reforma Psiquiátrica enquanto movimento político institucional que direciona práticas em saúde mental no Brasil. A problematização gira em torno do embasamento bioético para procedimentos médicos como a internação compulsória. Por fim, suscita-se uma discussão sobre o modo como o doente mental encontra-se vulnerável quando pensamos em seu papel social, como isso repercute na aplicação do princípio da autonomia e de que modo a legislação auxilia esse processo.
This article aims to analyze tensions between the principle of autonomy from the principialist Bioethics school and the concept of vulnerability present in the public mental health policies that ensure compulsory psychiatric hospitalization procedure. Then gives rise to a discussion on the implications of the concept of autonomy from the principialist bioethics on the Law 10.216 that regulates the compulsory hospitalization and medical procedure legally secured. How central, it is considered the articulation of bioethics as a field of knowledge with the psychiatric reform as an institutional political movement that directs mental health practices in Brazil. The questioning revolves around the bioethical basis for medical procedures such as compulsory hospitalization. Finally, it rises by a discussion of how the mentally ill is vulnerable regarding we think of their social role, as it affects the application of the principle of autonomy and how the law helps this process.
Este artículo pretende analizar las tensiones provocadas entre el principio de la autonomía oriundo de la escuela Bioética Principialista y el concepto de vulnerabilidad presente en las políticas publicas de salud mental que aseguran el procedimiento de internación psiquiatríca obligatoria. En seguida, posibilita una discusión sobre las implicaciones del concepto de autonomía oriundo de la bioética principialista sobre la ley 10.216, que reglamenta la internación obligatoria como procedimiento médico legalmente asegurado. Se considera como central la articulación de la Bioética, mientras campo de saber, con la Reforma Psiquiatríca como un movimiento político institucional que direcciona prácticas en salud mental en Brasil. El cuestionamiento gira en torno del basamento bioético para procedimientos médicos como la hospitalización obligatoria. Por fin, se suscita una discusión sobre el modo como lo enfermo mental se encontra vulnerable cuando pensamos en su papel social, como eso repercute en la aplicación del principio de la autonomía y de que forma la legislación ayuda ese proceso.