O objetivo deste artigo é analisar a acepção do enjeitamento de recém-nascidos no espaço da freguesia da Cidade do Natal, capitania do Rio Grande (do Norte), especificamente entre os anos de 1750 e 1835. As fontes elencadas para investigação foram: as atas de batismo, casamento e óbito, além do primeiro livro de tombo da igreja matriz da jurisdição eclesiástica supramencionada, entre outros documentos. Adotou-se procedimentos qualitativos e quantitativos, como: transcrição de registros e coleta sistemática de dados presentes nas atas paroquiais. Toda documentação foi interpretada à luz da história social, por fim, permitindo saber que o abandono tinha por acepção geral a proteção dos recém-nascidos.