Este artigo analisa a tradução do humor em As Branquelas (White Chicks, 2004), com foco na legendagem em português brasileiro. O estudo examina fragmentos nos quais a comicidade depende de gírias, insultos, trocadilhos, expressões idiomáticas, referências culturais e marcas de oralidade. A análise compara o texto-fonte em inglês, a legenda em português disponibilizada pelo YouTube e propostas alternativas elaboradas pelos autores. A fundamentação articula a perspectiva funcionalista de Reiss e Vermeer (1996), os procedimentos técnicos de Vinay e Darbelnet (1995), a tradução funcional do humor em Rosas (2003) e os itens culturais específicos em Aixelá (1996). Os resultados indicam que algumas soluções da legenda preservam o sentido geral das falas, mas neutralizam marcas culturais, reduzem a oralidade ou enfraquecem o efeito cômico. As propostas alternativas buscam recriar o humor no português brasileiro por meio de equivalência funcional, modulação e adaptação cultural. Conclui-se que a tradução do humor audiovisual exige decisões que considerem o conteúdo verbal, a função pragmática da fala, o contexto visual e o repertório cultural do público-alvo