O presente artigo discute o bullying escolar como um fenômeno complexo de violência entre pares, caracterizado pela repetição das agressões, pela intencionalidade e pelo desequilíbrio de poder nas relações estabelecidas no espaço educativo. O objetivo geral é analisar os impactos do bullying na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes, bem como apresentar possibilidades de prevenção e intervenção no cotidiano escolar. Para tanto, adota-se uma abordagem bibliográfica, fundamentada em autores que investigam o bullying, a violência escolar e a promoção da convivência democrática, além de considerar a legislação brasileira relacionada à temática. O estudo evidencia que o enfrentamento do bullying não pode se restringir a medidas punitivas pontuais, uma vez que exige ações permanentes de escuta, mediação, formação docente, participação estudantil, fortalecimento dos vínculos e construção de uma cultura de paz. Conclui-se que a escola desempenha papel fundamental na identificação precoce das situações de bullying, no acolhimento das vítimas, na responsabilização educativa dos envolvidos e na mobilização coletiva da comunidade escolar para a construção de um ambiente educativo mais seguro, inclusivo e respeitoso.