Cateterismo Intervencionista na Estenose Valvar Pulmonar Crítica do Recém-Nascido e na Atresia Pulmonar com Septo Interventricular Íntegro: 13 Anos de Experiência de um Serviço Terciário

Revista Brasileira De Cardiologia Invasiva

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Telefone: (11) 3849-5034
ISSN: 1041843
Editor Chefe: Áurea Jacob Chaves
Início Publicação: 31/12/1992
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Medicina

Cateterismo Intervencionista na Estenose Valvar Pulmonar Crítica do Recém-Nascido e na Atresia Pulmonar com Septo Interventricular Íntegro: 13 Anos de Experiência de um Serviço Terciário

Ano: 2011 | Volume: 19 | Número: 4
Autores: João Luiz Manica, André Bodini, Monica Scott Borges, Paulo Renato Mercio Machado, Raul Ivo Rossi Filho
Autor Correspondente: João Luiz Manica | [email protected]

Palavras-chave: Cateterismo, Estenose da valva pulmonar, Atresia pulmonar, Recém-nascido.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A abordagem percutânea é opção de escolha
em neonatos portadores de estenose pulmonar crítica (EP)
e atresia pulmonar com septo interventricular íntegro (APSI).
Neste trabalho são descritos casos tratados consecutivamente
em centro de referência e seu seguimento a médio prazo.
Métodos: A maioria dos pacientes recebeu infusão endovenosa
de prostaglandina pré-procedimento, independentemente
da necessidade hemodinâmica. Na abordagem da
APSI, foi utilizada guia de ponta rígida e, mais recentemente,
valvotomia com cateter de radiofrequência. Na maioria
dos casos, foi realizada dilatação sequencial com balão
até atingir 110% a 120% do diâmetro do anel valvar pulmonar.
Resultados: Entre 1998 e 2011, 17 neonatos com
APSI (idade mediana de 5 dias, peso de 3,1 + 0,6 kg) e
30 neonatos com EP (idade mediana de 12 dias, peso
médio de 3 + 1,4 kg) foram tratados em um serviço
terciário. Na APSI, 14 pacientes foram abordados com
guia rígida, com sucesso de 71,4%, e 3 com radiofrequência,
com sucesso de 100%. Na EP, o sucesso foi alcançado em
todos os casos. O óbito hospitalar foi de 23,5% no grupo
com APSI e de 3,3% no grupo com EP, nenhum relacionado
ao procedimento percutâneo. Na evolução a médio
prazo, a taxa de reintervenção por reestenose foi de 21,4%
no grupo com APSI e de 10% no grupo com EP. Conclusões:
A valvoplastia pulmonar na EP e na APSI apresenta resultados
clínicos e hemodinâmicos aceitáveis, desde que
se observem características anatômicas favoráveis e se mantenha
a patência do fluxo pulmonar até o procedimento.
A morbidade e a mortalidade dos portadores de EP crítica
são mais baixas que as de portadores de APSI.



Resumo Inglês:

The percutaneous approach is the therapy of
choice in neonates with critical pulmonary stenosis (PS)
and pulmonary atresia with intact interventricular septum
(PAIVS). Consecutive cases treated at a reference center
and their midterm follow-up was reported in this study.
Methods: Most of the patients received an intravenous infusion
of prostaglandin preoperatively, regardless of the
need. For the PAIVS approach, a stiff-tip guidewire was used
and more recently, radiofrequency valvotomy. In most cases,
sequential balloon dilation was performed until 110% to
120% of the pulmonary valve ring diameter was reached.
Results: Between 1998 and 2011, 17 neonates with PAIVS
(median age of 5 days, mean weight of 3.1 + 0.6 kg) and
30 neonates with PS (median age of 12 days, mean weight
of 3 + 1.4 kg) were treated at a tertiary center. In PAIVS
patients, a stiff-tip guidewire was used in 14 cases, with a
success rate of 71.4%, and radiofrequency perforation in 3
cases, with a success rate of 100%. In PS patients, success
was achieved in all of the cases. Hospital death was 23.5%
for the PAIVS group and 3.3% for the PS group, none related
to the percutaneous procedure. In the midterm follow-up,
the reintervention rate due to restenosis was 21.4% in the
PAIVS group and 10% in the PS group. Conclusions: Pulmonary
valvuloplasty in PS or PAIVS has acceptable clinical and
hemodynamic results, as long as favorable anatomic characteristics
are observed and patent pulmonary flow is maintained
until the procedure. Morbidity and mortality of patients with
critical PS are lower than patients with PAIVS.