Causalidade e imputação em Hans Kelsen uma crítica do progresso civilizatório moderno

Revista Opinião Jurídica

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ISSN: 2447-6641
Editor Chefe: Fayga Bedê
Início Publicação: 30/04/2003
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Direito

Causalidade e imputação em Hans Kelsen uma crítica do progresso civilizatório moderno

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 44
Autores: José Mauro Garboza Junior
Autor Correspondente: José Mauro Garboza Junior | [email protected]

Palavras-chave: antropologia do direito, dever-ser, filosofia do direito, teoria do direito, sociologia jurídica.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivos:Oartigotem por objetivo abordar a relação entre direito, progresso e história na modernidade, destacando as implicações da separação entre o ser e o dever-ser, explorandocomo o direito se articula com a cultura e o progresso civilizatório, questionando a linearidade do progresso e sua conexão com a causalidade e a imputação modernas. Metodologia:O estudo se baseia em uma análise bibliográfica dos textos de Hans Kelsen, com contribuições de comentadores. A referênciaé utilizada para mostrar como o progresso tem sido um pressuposto de transformações normativas que constrangem a autonomia moral, estabelecendo um espaço de ação restrito. A reflexão começa com a crítica à concepção progressista da história implícita, que justifica a transição de uma cultura primitiva para uma moderna, a partir do pensamento de Kelsen. Resultados:Diante dessa abordagem, a crença moderna de uma cisão entre sociedades civilizadas e nãocivilizadas se baseia em umametafísica que filtra os fatos com base no que deveria ser e atribui um sentido histórico progressivo.A reflexão sobre a causalidade e a imputação das ações jurídicas é crucial para entender como o direito está relacionado com os fatos históricos e sociais, ligada a uma visão progressista do mundo. Contribuições:O texto questiona a linearidade do progresso como norma e reflete sobre a possibilidade de desconstruir a causalidade moderna. Ao criticar o pensamento de Kelsen pela visão relativista da antropologia estrutural, busca-se expor a tensão entre a cultura hegemônica e as diferentes formas de organização social.



Resumo Inglês:

Objectives:The article aims to address the relationship between Law, progress, and history in modernity, highlighting the implications of the separation between being and ought-to-be, exploring how Law is articulated with culture and civilizational progress, questioning the linearity of progress and its connection with modern causality and imputation. Methodology:The study is based on a bibliographic analysis of Hans Kelsen’s texts, with contributions from commentators. The reference is used to show how progress has been a presupposition of normative transformations that constrain moral autonomy, establishing a restricted space of agency. The reflection begins with a critique of the implicit progressive conception of history, justifying the transition from a primitive culture to a modern civilization, based on Kelsen’s thought.Results:In this approach, the modern belief in a division between civilized and non-civilized societies is based on a metaphysics that filters facts according to what ought to be, assigning a progressive historical meaning. The reflection on the causality and imputation of legal actions is crucial to understand how law is related to historical and social facts, linked to a progressive worldview.Contributions:The text questions the linearity of progress as a norm and reflects on the possibility of deconstructing modern causality. By criticizing Kelsen’s thought through the relativist lens of structural anthropology, it seeks to expose the tension between hegemonic culture and different forms of social organization.



Resumo Espanhol:

Objetivos:El artículotiene como objetivo abordar la relación entre derecho, progreso y historiaen la modernidad, destacando las implicaciones de la separación entre ser y deber-ser, explorando cómo el derecho se articula con la cultura y el progreso civilizatorio, cuestionando la linealidad del progreso y su conexión con la causalidad y la imputación modernas.Metodología: El estudio se basa en un análisis bibliográfico de los textos de Hans Kelsen, con contribuciones de comentaristas. La referencia se utiliza para mostrar cómo el progreso ha sido un presupuesto de transformaciones normativas que restringen la autonomía moral, estableciendo un espacio de acción limitado. La reflexión comienza con la crítica a la concepción progresista de la historia implícita, que justifica la transición de una cultura primitiva a una moderna, a partir del pensamiento de Kelsen. Resultados:Por este enfoque, la creencia moderna en una división entre sociedades civilizadas y no civilizadas se basa en una metafísica que filtra los hechos según lo que debería ser, atribuyendo un sentido histórico progresivo. La reflexión sobre la causalidad y la imputación de las acciones jurídicas es crucial para entender cómo el derecho se relaciona con los hechos históricos y sociales, vinculado a una visión del mundo progresista.Contribuciones:El texto cuestiona la linealidad delprogreso como norma y reflexiona sobre la posibilidad de deconstruir la causalidad moderna. Al criticar el pensamiento de Kelsen desde la perspectiva relativista de la antropología estructural, se busca exponer la tensión entre la cultura hegemónica y lasdiferentes formas de organización social.