O conceito de cidade educadora e a proposta de uma escola sem muros ganham relevância quando se pensa a Educação Infantil paulistana em diálogo com o território. Essa perspectiva parte da compreensão de que os espaços da cidade — ruas, praças, parques, centros culturais e equipamentos públicos — podem e devem ser reconhecidos como ambientes vivos de aprendizagem, ampliando as experiências das crianças para além da sala de aula. Nesse processo, a escola deixa de ser um espaço fechado e passa a se articular com a comunidade, promovendo vivências que favorecem a curiosidade, a autonomia e o senso de pertencimento. Ao explorar o território como recurso pedagógico, educadores e gestores ampliam as possibilidades de aprendizagem significativa, integrando cultura, natureza e vida social ao cotidiano escolar. Essa prática contribui não apenas para o desenvolvimento cognitivo, mas também para a formação de valores como respeito, solidariedade e participação cidadã. Na Educação Infantil de São Paulo, iniciativas que aproximam a escola da cidade revelam o potencial de uma educação mais aberta, inclusiva e transformadora. O território, assim, se consolida como uma extensão da escola, reafirmando que a aprendizagem é uma experiência contínua, construída nas relações entre sujeitos, espaços e tempos.