Clinical aspects of the oral cavity of patients with congenital Zika syndrome: literature review/Aspectos clínicos da cavidade oral de pacientes com a síndrome congênita do zika: revisão da literatura.

Diversitas Journal

Endereço:
Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Campus IIBR 316 km 87,5, Bebedouro, Santana do Ipanema/AL, Brasil. - Bebedouro
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Telefone: (82) 9960-4243
ISSN: 25255215
Editor Chefe: José Crisólogo de Sales Silva
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

Clinical aspects of the oral cavity of patients with congenital Zika syndrome: literature review/Aspectos clínicos da cavidade oral de pacientes com a síndrome congênita do zika: revisão da literatura.

Ano: 2020 | Volume: 5 | Número: 1
Autores: J, V, M, Marinho. K, C, Mousinho. C, M, B, R, G, Panjwani. S, M, S, Ferreira. A, D, Vanderlei.
Autor Correspondente: A, D, Vanderlei. | [email protected]

Palavras-chave: Microcephaly, Zika Virus, Oral Health.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O vírus Zika pertence a família Flaviviridae, gênero Flavivírus e foi descoberto em 1947 nos macacos rhésus, na floresta Zika em Uganda na África, daí a origem do nome Zika. Inicialmente apresentava os mesmos sintomas febris da dengue. Teve seu primeiro relato em humanos em 1960 ainda na África. Na década de 1970 o vírus se espalhou e chegou a Indonésia, India, Paquistão e Malásia. Seu principal vetor no Brasil é o mosquito Aedes aegypti. Entre o final de 2014 e início de 2015, surgiu um surto de uma doença exantemática clinicamente diferente da dengue. A confirmação da presença do vírus Zika no Brasil ocorreu em março de 2015. Coincidentemente em agosto do mesmo ano começaram a nascer crianças com microcefalia neonatal no estado de Pernambuco e em outros estados do Nordeste brasileiro. Diante desse surto desconhecido de microcefalia, o Ministério da Saúde declarou emergência nacional. Logo após, foi estabelecida uma relação causal entre o vírus Zika e a série de alterações congênitas que posteriormente foi denominada Síndrome Congênita do Zika. Em aproximadamente 90% dos casos, a microcefalia está associada a alterações neurológicas. O presente estudo teve como ênfase a seguinte questão norteadora: Existem alterações clínicas orais em pacientes acometido pela Síndrome Congênita do Zika? Tendo como objetivo relatar os aspectos clínicos da cavidade oral em pacientes com a Síndrome Congênita do Zika, através de um levantamento bibliográfico. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada em publicações feitas a partir de 2014, utilizando as plataformas de pesquisa PubMed, Lilacs, Scielo, BVS e Google Acadêmico. Esses resultados apontam que podem existir alterações na cavidade oral em crianças com Síndrome Congênita do Zika, demonstrando que os efeitos causados pelo vírus Zika estão além dos danos neurológicos. Por se tratar de uma Síndrome recém-descoberta, os dados referentes aos achados clínicos orais em crianças com Síndrome Congênita do Zika são poucos e ainda precisam ser mais pesquisados. Sugerimos que sejam feitos estudos com exames complementares pra reforçar e até aumentar os achados clínicos das crianças com Síndrome Congênita do Zika.



Resumo Inglês:

The Zika virus belongs to the family Flaviviridae, genus Flavivirus and was discovered in 1947 in the rhésus monkeys in the Zika forest in Uganda in Africa. In the 1970s the virus spread and reached Indonesia, India, Pakistan and Malaysia. Its main vector in Brazil is the Aedes aegypti mosquito. Between late 2014 and early 2015, an outbreak of an exanthematic disease clinically different from dengue arose. Confirmation of the presence of Zika virus in Brazil took place in March 2015. Coincidentally in August of the same year, children with neonatal microcephaly began to be born in the states of northeastern Brazil. Given this unknown outbreak of microcephaly, the Ministry of Health has declared a national emergency. Soon after, a causal relationship was established between the Zika virus and the series of congenital changes that was later called Congenital Zika Syndrome. The present study focused on the following guiding question: Are there oral clinical changes in patients with Congenital Zika Syndrome? Aiming to report the clinical aspects of the oral cavity in patients with Congenital Zika Syndrome, through a bibliographic survey. This is a literature review, conducted in publications made from 2014, using the search platforms PubMed, Lilacs, Scielo, VHL and Google Scholar. These results indicate that there may be changes in the oral cavity in children with congenital Zika syndrome. Because it is a newfound syndrome, data regarding oral clinical findings in children with congenital Zika syndrome are few and still need to be further researched.