As feridas de difícil reparo apresentam desafios significativos em seu contexto terapêutico devido à presença de microrganismos patogênicos e infecções associadas, o que resulta em atrasos no processo de reparação tecidual. O presente estudo teve como objetivo realizar um ensaio clínico para identificar o agente microbiano presente em feridas de difícil reparo de membros inferiores, avaliar os efeitos antimicrobianos do óleo ozonizado e investigar os benefícios da fotobiomodulação associada ao óleo ozonizado na terapêutica dessas feridas. Em seguida, em um estudo in vitro, investigar a cinética antimicrobiana do óleo ozonizado nos microrganismos encontrados nas feridas. Para o estudo foi utilizado óleo de girassol ozonizado comercial e a terapia por fotobiomodulação a LED, 660 nm, 30 segundos, pontual a 2 cm de distância no leito da ferida, 120 mW, 3,6 J por ponto. O procedimento foi realizado 3 vezes por semana. Os resultados clínicos indicaram uma melhora significativa nas lesões tratadas com óleo ozonizado e fotobiomodulação, evidenciada pela redução nos sinais de infecção, presença de tecido de granulação, diminuição da área da ferida e, em alguns casos, o completo fechamento da ferida. Entre oito pacientes monitorados, apenas um apresentou microbiologia negativa. Entre os microrganismos identificados estão Klebsiella sp, Staphylococcus epidermidis e Escherichia coli, todos demonstrando resistência aos antibióticos testados. Os resultados in vitro confirmaram a eficácia antimicrobiana do óleo ozonizado, demonstrando seu potencial como agente terapêutico viável para feridas crônicas em todos os microrganismos testados quando submetidos a concentrações consideradas baixas, variando de 1,6% a 12,5%, demonstrando atividade antibacteriana. Em conclusão, o óleo ozonizado, associado à terapia por fotobiomodulação, representa um recurso promissor para o tratamento de feridas de difícil reparo. Contudo, são necessários novos ensaios clínicos para estabelecer protocolos de tratamento mais aprimorados.
Hard-to-heal wounds pose significant therapeutic challenges due to pathogenic microorganisms and associated infections, leading to delays in tissue healing. The present study aimed to carry out a clinical trial to identify the microbial agent present in hard-to-heal wounds on the lower limbs, assess the antimicrobial effects of ozonated oil and examine the benefits of photobiomodulation combined with ozonated oil in the treatment of those wounds. Then we examined the antimicrobial kinetics of ozonated oil on microorganisms found in wounds by an in vitro study. For this study, some commercial ozonated sunflower oil was used as well as the LED photobiomodulation therapy, 660 nm, 30 seconds, punctual 2 cm away on the wound bed, 120 mW, 3.6 J per point. The procedure was performed three times a week. The clinical results evidenced a significant healing of injuries treated with ozonated oil and photobiomodulation, evidenced by a reduction in traces of infection, presence of granulation tissue, wound area reduction and, in some cases, full wound closure. Among the eight patients monitored, only one had negative microbiology. Among the microorganisms identified are Klebsiella sp, Staphylococcus epidermidis and Escherichia coli, all proved resistant to the antibiotics tested. In vitro results confirmed the antimicrobial efficacy of ozonated oil, demonstrating its potential as a viable therapeutic agent for chronic wounds in all microorganisms tested when subjected to concentrations deemed low, ranging from 1.6% to 12.5%, demonstrating antibacterial activity. In conclusion, ozonated oil associated with photobiomodulation therapy represents a promising resource for the treatment of hard-to-heal wounds. However, new clinical trials are necessary to establish more improved treatment protocols.
Las heridas de difícil cicatrización plantean importantes retos terapéuticos debido a los microorganismos patógenos y las infecciones asociadas, lo que provoca retrasos en la cicatrización de los tejidos. El presente estudio tuvo como objetivo realizar un ensayo clínico para identificar el agente microbiano presente en heridas de difícil cicatrización en los miembros inferiores, evaluar los efectos antimicrobianos del aceite ozonizado y examinar los beneficios de la fotobiomodulación combinada con aceite ozonizado en el tratamiento de dichas heridas. A continuación, examinamos la cinética antimicrobiana del aceite ozonizado sobre los microorganismos encontrados en las heridas mediante un estudio in vitro. Para este estudio, se utilizó un poco de aceite de girasol ozonizado comercial, así como la terapia de fotobiomodulación LED, 660 nm, 30 segundos, puntual a 2 cm de distancia sobre el lecho de la herida, 120 mW, 3,6 J por punto. El procedimiento se realizó tres veces por semana. Los resultados clínicos evidenciaron una cicatrización significativa de las heridas tratadas con aceite ozonizado y fotobiomodulación, evidenciada por una reducción de los rastros de infección, presencia de tejido de granulación, reducción del área de la herida y, en algunos casos, cierre completo de la herida. Entre los ocho pacientes monitoreados, solo uno presentó microbiología negativa. Entre los microorganismos identificados se encuentran Klebsiella sp, Staphylococcus epidermidis y Escherichia coli, todos demostraron ser resistentes a los antibióticos probados. Los resultados in vitro confirmaron la eficacia antimicrobiana del aceite ozonizado, demostrando su potencial como agente terapéutico viable para heridas crónicas en todos los microorganismos probados cuando se sometieron a concentraciones consideradas bajas, que oscilaron entre 1,6% y 12,5%, demostrando actividad antibacteriana. En conclusión, el aceite ozonizado asociado a la terapia de fotobiomodulación representa un recurso prometedor para el tratamiento de heridas de difícil cicatrización. Sin embargo, son necesarios nuevos ensayos clínicos para establecer protocolos de tratamiento más mejorados.