Nesse trabalho, buscou-se compreender o processo ensino-aprendizagem de conceitos em áreas especÃficas do conhecimento, ou como alunos compreendem o vocabulário técnico utilizado nessas áreas, onde o significado difere da utilização cotidiana. Em duas escolas de Fortaleza, uma da rede pública estadual e outra da rede particular, selecionou-se uma turma de 4ª série do Ensino Fundamental e foram observadas e analisadas aulas de História do Brasil e de Ciências. Para avaliar a compreensão do vocabulário especÃfico, por parte de alunos e professoras, aplicou-se pré-testes e pós-testes, contendo palavras ou expressões retiradas de material didático das áreas em questão. Esses instrumentos possibilitaram comparar a situação anterior e a posterior à s aulas em que os conteúdos foram trabalhados. As atividades relativas a esses conteúdos também constituÃram objeto de análise. Foram realizadas, ainda, entrevistas com alunos e com professoras. As respostas dadas por alunos e professoras, nos pré-testes e pós-testes, foram agrupadas em sete diferentes (mas não hierárquicos) nÃveis, segundo critérios de aproximação ou distanciamento da significação especÃfica da área. Os resultados revelaram uma cadeia de mal-entendidos quanto a esse vocabulário técnico especÃfico, seja entre professoras ou alunos. Esses resultados foram o ponto de partida para nova etapa da pesquisa, desta feita relativa à formação docente: a partir da análise das respostas de cada aluno, das informações coletadas na história de vida profissional das professoras e das
discussões conjuntas, as docentes desencadearam ações que revelaram a possibilidade de se conseguir uma aprendizagem significativa por parte dos alunos.