Este artigo pretende explorar possibilidades estéticas e políticas na investigação de imagens de um tipo de formação social nacional: as comunidades quilombolas. Com este objetivo, as fotografias presentes no projeto Cartografia Social das Comunidades Quilombolas e o Carvão no Sapê do Norte serão analisadas e discutidas, de forma a sugerir que no lugar de uma identidade quilombola calcada em conceitos teleológicos e fixos - exaustivamente trabalhados por teorias pós-coloniais fundadas no multiculturalismo - como, por exemplo, filiação, território e memória, essas comunidades podem, atualmente, manifestar uma existência configurada por outros paradigmas: comunidade, espaço e sobrevivência.