Com o objetivo de analisar como as condições de trabalho interferem no cotidiano do enfermeiro em um
hospital público de Belo Horizonte (MG, Brasil), realizou-se uma pesquisa com abordagem qualitativa, com a
participação de dez enfermeiros. Utilizou-se a entrevista individual guiada por um roteiro contendo questões
abertas e semiestruturadas. Os resultados evidenciaram prevalência do gênero feminino, que foi considerado fator
facilitador para o exercício profissional. A estrutura física e os serviços de apoio como manutenção e farmácia,
a improvisação de materiais, a deficiência do quantitativo de profissionais na prestação da assistência, além da
realização de tarefas não específicas do profissional enfermeiro foram apontados como fatores que influenciam
negativamente o fazer da enfermagem, dificultando a assistência e gerando sensações de impotência, frustração e
angústia. A falta de organização no trabalho foi percebida pelos profissionais como sobrecarga, fator de cansaço
e estresse no cotidiano. Observou-se a preocupação constante de alguns profissionais no sentido de inserir
a “Sistematização da Assistência de Enfermagem” no rol de suas atividades diárias, mas ainda apresentando
algumas dificuldades.
Aiming to exam how working condition saffect the daily life of a nurse in a governmental hospital in
Belo Horizonte (MG, Brazil) a qualitative research was carried out with the participation often nurses. A guided
individual interview composed by as cript containing open-ended and semi-structured questions was used. The
results showed a prevalence of females which was considered a facilitating factor for professional practice. The
physical structure and support services such as the maintenance and pharmacy, the improvisation of materials,
the professionals number deficiency in providing assistance besides performing tasks that are not related to the
nursery activities appeared as factors which influence negatively the nursing acting, making more difficult the
nurse assistance and promoting helpless, frustration and anguish feelings. The lack of organization at work was
perceived by these professionals as overload and as daily life fatigue and stress factors. Some professionals also
showed a constant concern in following the “Nursing Care Systematization” in their daily activities. However,
they have been presenting some difficulties still.