A constituição mista em Aristóteles: as formas de governo, a história e a perfeição nos limites do possível

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ISSN: 25258036
Editor Chefe: Victoria Nicolielo Reginatto
Início Publicação: 31/05/2016
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: História, Área de Estudo: Direito, Área de Estudo: Serviço social, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

A constituição mista em Aristóteles: as formas de governo, a história e a perfeição nos limites do possível

Ano: 2020 | Volume: 5 | Número: 1
Autores: Igor Santos
Autor Correspondente: I. Santos | [email protected]

Palavras-chave: Aristóteles, Constituição Mista, Formas de Governo.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente artigo tem por objetivo evidenciar as reflexões de Aristóteles sobre as formas de governo, em especial, os elementos político-jurídicos admitidos como positivos e negativos, identificados nas diferentes poleishistóricas. A partir do exame de algumas das principais obras aristotélicas, em particular, a Política, observa-se que o filósofo conclui como a melhor constituição aquela que, conforme o povo em questão, permita o desenvolvimento pleno das capacidades humanas. Entretanto, Aristóteles não exclui totalmente a concepção de uma constituição perfeita, embora siga uma perspectiva explicitamente diversa da visão platônica. A perfeição é compreendida sempre nos limites do possível, na qualidade de instrumento de medida da variabilidade empírica e de mecanismo de impulso para o homem buscar sempre aprimorar a sua organização política para permitir a sua eudaimonia.



Resumo Inglês:

This work aims to highlight Aristotle’s reflections on the forms of government, in particular, the political and legal elements admitted as positive and negative, as identified in different historical poleis. When examining some of the main Aristotelian texts, especially Politics, it is observed that the philosopher concludes that the best constitution is that which, according to the people in question, allows the full development of human capacities. However, Aristotle does not entirely exclude the concept of a perfect constitution, although he follows an explicitly different perspective from Plato. Perfection is always understood within the limits of what is possible, as an instrument for measuring empiricalvariability and as a mechanism of impulse for human beings to always seek to improve their political organizations to achieve their eudaimonia.