Este artigo discute os processos de aquisição da leitura e da escrita por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), enfatizando como a música, a ludicidade e as interações sociais podem atuar como mediadoras no desenvolvimento cognitivo e socioemocional. A partir de referenciais como Vygotsky, Piaget e Wallon, compreende-se a criança como sujeito histórico e cultural que atribui significados ao mundo por meio de suas experiências e mapas mentais. O texto também analisa práticas pedagógicas inclusivas que consideram os ritmos individuais, os interesses e as múltiplas formas de expressão presentes no TEA, destacando o potencial das linguagens musical, visual, corporal e simbólica no processo de alfabetização. Os resultados apontam para a necessidade de uma pedagogia sensível às singularidades, capaz de promover aprendizagens significativas e de afirmar a inclusão como princípio fundamental da educação. Conclui-se que a leitura e a escrita, longe de serem barreiras, podem constituir caminhos de construção de sentidos e de participação social para crianças com TEA.