A emergência de uma cultura daparticipaçãopotencializou o que vem sendo conhecido como consumo colaborativo. Trata-se de uma prática que tenta minimizar os impactos de consumo para privilegiar trocas, escambos, empréstimos ou doações. A comunicação mercadológica também foi compelida a se adaptar a este cenário, oferecendo propostas em que o consumidor participa, elabora e interfere nos processos de produção das empresas. No entanto, observamos que algumas práticas não se concretizam como prevê o conceito do consumo colaborativo proposto por Botsman e Rogers (2011).Pretendemos refletir sobre a essência do consumo colaborativo no âmbito dos processos midiáticos, nos questionando sobre o quê, em termos empíricos, vem sendo chamado de consumo colaborativo. Observaremos também a reconfiguração do consumo na cultura da participação destacando algumas das estratégias discursivas utilizadas no consumo colaborativo, bem como os processos e as práticas desenvolvidas por indivíduos e empresas.
The emergence of a culture of participation reinforced what has been known as collaborative consumption. It is a practice of consumption that tries to minimize consumer impacts to favor exchanges, barter, loans or grants. The marketing communication was also compelled to adapt to this scenario by offering proposals on which the consumer participates, develops and interferes in company production processes. However, we found that some practices do not materialize as conceived in the concept of collaborative consumption proposed by Botsman and Rogers (2011). We intend to reflect on the essence of collaborative consumption within media processes in questioning about what, empirically, has been called collaborative consumption. I also intend to observe the reconfiguration of consumption in the culture of participation highlighting some of the discursive strategies used in the collaborative consumption as well as the processes and practices developed by individuals and businesses.