Na Introdução da Encíclica Laudato Si’, de modo particular, no n. 12, ao falar da fidelidade de São Francisco à Sagrada Escritura, o Papa evoca dois textos, um do Novo e outro do Primeiro Testamento, que apontam para o tema da contemplação do Criador na grandeza e beleza de suas criaturas. Do Primeiro Testamento, o Papa toma o texto de Sb 13,5, que se encontra na perícope de Sb 13,1-9. Embora tal perícope traduza a crítica do autor sagrado à vã idolatria das criaturas em lugar do Criador, o v.5 enuncia um princípio positivo, aquele da “analogia” ou “proporção” (ἀναλόγως) pelo qual, através da contemplação das criaturas, pode-se chegar à contemplação do próprio Criador (γενεσιουργός). O objetivo deste artigo é apresentar uma breve exegese do texto de Sb 13,1-9, detendo-se, de modo particular, no v.5 e seu sentido no contexto da Encíclica Laudato Si’.
In the Introduction to the Encyclica Laudato Si’, in particular, n. 12, speaking of St. Francis’s faithfulness to Holy Scripture, the Pope recalls two texts, one from the New and another from the First Testament, which point to the theme of the contemplation of the Creator in the greatness and beauty of his creatures. From the First Testament, the Pope takes the text of Wis 13.5. While such a pericope translates the sacred author’s critique of the vain idolatry of creatures rather than the Creator, v.5 enunciates a positive principle, that of “analogy” or “proportion” (ἀναλόγως) whereby, through the contemplation of creatures, one can come to the contemplation of the Creator himself (γενεσιουργός). The purpose of this article is to present a brief exegesis of the text of Wis 13:1-9, with particular attention to v.5 and its meaning in the context of the Encyclica Laudato Si’.