Este estudo visa contribuir para uma reflexão sobre o contexto da formação em obstetrícia, enquanto área integrante da graduação médica, instigada à luz da introdução da antropologia no processo de aprendizagem. Para alcançar este objetivo, decidiu-se dividir este artigo em seções. A primeira tratou do processo de inserção da antropologia durante a formação dos discentes em medicina no semestre que possui como Eixo Temático Concepção e Nascimento, refletindo sobre os desafios que envolvem o aprender a relativizar práticas que se alicerçam na Medicina Baseada em Evidências (MBE). Posteriormente, em uma segunda seção, discutirá as reflexões suscitadas por uma experiência vivenciada durante atividade prática com um grupo de mulheres ativistas frente à causa do parto humanizado e a maternidade ativa. Por fim, em uma última seção, a possibilidade de uma reorientação do olhar sobre os aspectos culturais que envolvem a concepção, o nascimento, a mulher e o seu corpo.