Este artigo busca compreender o conceito de corpografia como expressão das experiências históricas e sociais do corpo feminino, articulando-o às relações de poder e aos espaços produzidos por essas dinâmicas. A análise considera o corpo como território simbólico e político, atravessado por normas de gênero, cultura e colonialidade. A Educação Física é abordada enquanto campo de disputa de narrativas sobre o corpo, destacando a necessidade de práticas pedagógicas decoloniais que reconheçam saberes corporais plurais. O estudo, de natureza qualitativa e caráter teórico-analítico, baseia-se em autores como Michel Foucault, Judith Butler, Leda Maria Martins, Sueli Carneiro, Carmen Soares, Silvana Goellner, Marcos Garcia Neira e Suely Rolnik. Os resultados apontam que as corpografias femininas resistem e reconfiguram espaços de dominação, inscrevendo novas formas de existir e de ensinar o corpo.