Este estudo analisa como os corpos dissidentes — aqueles que escapam das normatividades de gênero, sexualidade, raça, capacitismo e padrão corporal — são percebidos, disciplinados e confrontados no cotidiano escolar. Com base em uma abordagem teórico-crítica e interseccional, fundamentada em autores como Butler (2003), Bento (2011) e Foucault (1975), o artigo discute os mecanismos de exclusão (explícitos e sutis) enfrentados por estudantes cujas expressões identitárias e corporais não se adequam aos padrões normativos impostos pela escola. A pesquisa ainda destaca práticas de resistência e reexistência que emergem como formas de enfrentamento à violência simbólica e institucional, e propõe caminhos pedagógicos para uma escola inclusiva que acolha a pluralidade dos corpos e subjetividades.