O presente artigo tem como objetivo discutir estratégias pedagógicas que promovam o pertencimento de crianças migrantes na Educação Infantil brasileira, considerando os desafios impostos pelas barreiras linguísticas, culturais e institucionais. Partindo da compreensão de que o acolhimento escolar deve ir além da integração física e alcançar a valorização identitária e simbólica das infâncias em mobilidade, o estudo propõe práticas educativas fundamentadas na interculturalidade, na escuta sensível e na representatividade. A partir de revisão bibliográfica com autores brasileiros dos últimos cinco anos, analisa-se o impacto das políticas de acolhimento, das práticas pedagógicas inclusivas e da formação docente na construção de ambientes escolares mais democráticos, solidários e diversos. Destaca-se a importância de materiais didáticos representativos, de projetos que dialoguem com as culturas de origem das crianças e da participação das famílias no processo educativo. A pesquisa conclui que a presença de crianças migrantes na Educação Infantil constitui não um desafio isolado, mas uma oportunidade de transformação pedagógica e social, exigindo compromisso ético dos profissionais da educação, das instituições formadoras e das políticas públicas para garantir uma educação de qualidade, plural e equitativa para todas as crianças.